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CNT confirma queda de popularidade de Dilma

por Redação — publicado 16/07/2013 12h36, última modificação 17/07/2013 12h28
Levantamento do instituto MDA segue a mesma tendência apontada por Ibope e Datafolha após a onda de protestos

Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), feita pelo instituto MDA, aponta uma grande queda de popularidade da presidenta Dilma Rousseff, seguindo a mesma linha dos outros institutos. A pesquisa mostra que ela caiu 22,9 pontos percentuais em um mês, indo de 54,2%, em junho, para 29,5% na pesquisa divulgada nesta terça-feira 16.

A pesquisa é a primeira feita pela CNT depois da onda de protestos do último mês. Outros institutos haviam aferido a mesma tendência. Pesquisa da Datafolha divulgada no último dia 30 mostrou uma queda de 27 pontos percentuais na aprovação da presidenta durante o período das manifestações, resultando numa aprovação de 30%. Já o Ibope, ainda no meio dos protestos, mostrou, em 19 de junho, uma queda de oito pontos.

Na pesquisa da CNT, o desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 49,3% dos entrevistados. O dado mostra queda, em comparação à última pesquisa, quando o percentual foi de 73,7%. No total, 47,3% desaprovam a gestão de Dilma. Em junho, o índice de eleitores que desaprovavam o governo era de 20,4%.

Segundo a pesquisa, 84,3% dos entrevistados responderam ser favoráveis aos protestos que aconteceram nas ruas e 13,9% os desaprovam. A participação nas manifestações foi confirmada por 11,9%. Outros 29,6% disseram não ter participado, mas têm intenção de participar; 58% não participaram nem têm desejo de participar.

A corrupção, combatida durante os protestos, foi apontada como o principal motivo: 55% das citações. Estopim dos protestos, o transporte público é citado por 30,8% das pessoas.

Na pesquisa espontânea para a presidência, Dilma Rousseff aparece em primeiro lugar, com 14,8%. Em seguida, estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 10,5%, a ex-senadora Marina Silva, 5,9%, o senador Aécio Neves, 4,9%, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, 1,4%, o ex-governador de São Paulo José Serra, 1,2%, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, 0,7%.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.002 mil pessoas, em 134 municípios de 20 estados, entre os dias 7 e 10 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

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