CFM desmente fake news sobre vacinas, mas não menciona Bolsonaro

O conselho incentivou a campanha de vacinação e rechaçou a ligação entre os imunizantes e a Aids

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

Política

O Conselho Federal de Medicina desmentiu o presidente Jair Bolsonaro, em nota nesta segunda-feira 25, e disse não ter conhecimento sobre estudos que provem qualquer implicação da vacina contra a Covid-19 no desenvolvimento da Aids.

O texto da entidade não cita diretamente o ex-capitão, mas se refere à declaração feita por em na live de 21 de outubro. Na ocasião, o presidente associou o imunizante ao surgimento da síndrome de imunodeficiência adquirida, o nome científico da Aids.

 

 

 

O CFM disse apoiar uma “ampla campanha de vacinação” e afirmou que os imunizantes são um “meio eficaz de conter o avanço da epidemia e o agravamento do quadro clínico de infectados”. Na sequência, a entidade declarou que orienta a manutenção do uso de máscaras, da prevenção com álcool em gel e do distanciamento social.

Por fim, o Conselho rejeitou a ligação entre a vacina e a Aids.

“Finalmente, ao tomar conhecimento de matérias publicadas na imprensa, o CFM desconhece a existência de estudos científicos válidos que associem a imunização ao surgimento da síndrome de imunodeficiência humana adquirida. Neste sentido, para proteger sua saúde, a população deve levar em consideração as recomendações das autoridades sanitárias sobre o tema.”

As declarações do presidente provocaram ampla reação entre cientistas, que lembraram que nenhuma vacina, e não só a que protege contra o coronavírus, tem qualquer relação com o desenvolvimento da Aids.

As plataformas Facebook e YouTube removeram os vídeos em que o presidente dissemina a informação mentirosa.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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