Carlos Bolsonaro critica general Heleno sobre cocaína em avião

Filho do presidente dispara críticas em público sobre o Gabinete de Segurança Institucional, o GSI, comandado pelo militar

Carlos gastou R$ 7 milhões com supostos funcionários fantasmas. (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

Carlos gastou R$ 7 milhões com supostos funcionários fantasmas. (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

Política

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) atacou, indiretamente, o general Augusto Heleno, que comanda o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), pelas redes sociais. O comentário foi feito em publicação de uma página bolsonarista, chamada @snapnaro.

Na postagem, a página responsabiliza Heleno sobre o caso do flagrante de 39 kg de cocaína no avião da Força Aérea Brasileira, na semana passada, durante a ida do presidente Jair Bolsonaro ao G20, no Japão. No vídeo, uma pessoa que se identifica como jornalista afirma que, entre militares próximos ao presidente da República, há agentes do Foro de São Paulo.

Carlos, então, comentou: “Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI? Sua grande maioria pode ser até homens bem intencionados e acredito que sejam, mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses e infelizmente sou ignorado”, diz parte da mensagem.

O vereador também afirma que evitou falar a respeito de suas suspeitas, mas, agora, tem coragem de expô-las: “Não digo que sou dono da razão e evitei até aqui, ao máximo, me expor desse jeito, mas não está dando mais”.

Heleno não é o primeiro militar a virar alvo de Carlos Bolsonaro. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que comandava a Secretaria de Governo da Presidência, também recebeu ataques públicos do filho do presidente e chegou a ser derrubado do cargo, no último mês.

Junte-se ao grupo de CartaCapital no Telegram

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem