Braga Netto anuncia os novos comandantes das Forças Armadas após crise provocada por Bolsonaro

Expectativa girava em torno do substituto de Edson Pujol no Exército; ele era visto como 'empecilho' para avanço da politização nos quartéis

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Foto: EBC

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Foto: EBC

Política

O novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, anunciou na tarde desta quarta-feira 31 os nomes dos novos comandantes das Forças Armadas, após comunicar a substituição de toda a cúpula na véspera.

A principal expectativa estava em torno do substituto de Edson Pujol no Exército, já que o general era considerado um ’empecilho’ para o avanço da politização nos quartéis desejado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Assumirá o lugar de Pujol o general Paulo Sergio Nogueira, chefe do Departamento-Geral de Pessoal do Exército e o terceiro na lista de antiguidade. O general Décio Luís Schons, o mais antigo da força, foi preterido. O governo também chegou a considerar a indicação de Marco Antônio Freire Gomes, chefe do Comando Militar do Nordeste.

Antes mesmo do anúncio oficial, o general José Luiz Freitas, comandante de Operações Terrestres, parabenizou Paulo Sérgio Nogueira pela indicação, via redes sociais.

 

 

Para a Marinha, foi escolhido o almirante de Esquadra Almir Garnier Santos. Já o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior é o novo comandante da Aeronáutica.

 

 

Braga Netto, por sua vez, assumiu o Ministério da Defesa após Bolsonaro demitir o general Fernando Azevedo e Silva na última segunda-feira 29, como parte de uma inesperada reforma ministerial. Segundo informação que circula entre generais da reserva, Azevedo e Silva não aceitou a interferência do presidente nas Forças Armadas.

Um dos militares que troca impressões com colegas fardados disse a CartaCapital que uma interferência do tipo significa uma “quebra da organização constitucional do Estado” e “é inadmissível”.

Braga Netto, substituto de Azevedo e Silva, comandava desde fevereiro do ano passado a Casa Civil. Em 2018, liderou a intervenção federal do governo de Michel Temer na segurança do Rio de Janeiro.

Ele está nos quadros do Exército desde 1975 e trabalhou durante a maior parte de sua carreira no Rio. Ao assumir a Casa Civil no ano passado, substituiu Onyx Lorenzoni.

Um dia depois da demissão de Azevedo e Silva, foram retirados do comando das Forças Armadas Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica).

 

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Editor do site de CartaCapital

Compartilhar postagem