Bolsonaro nega esquema de fake news: “Isso é liberdade de expressão”

Uma investigação conduzida pela Polícia Federal aponta o vereador Carlos Bolsonaro como articulador da rede

O vereador Carlos Bolsonaro. Foto: Reprodução/Twitter

O vereador Carlos Bolsonaro. Foto: Reprodução/Twitter

Política

Ao ser questionado sobre a possibilidade da troca do comando da Polícia Federal interferir nas investigações que tem como um dos alvos o vereador Carlos Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro disse que não há esquema de notícias falsas e sim “liberdade de expressão”.

“Meu Deus do céu. Isso é liberdade de expressão. Vocês deveriam ser os primeiros a ser contra a CPI das Fake News. O tempo todo o objetivo da CPI é me desgastar”, afirmou.

Uma reportagem da Folha de S. Paulo veiculada no sábado 25 revelou que uma das investigações conduzidas pela PF, sobre fake news, vê a figura do filho do presidente como articulador de um esquema de propagação de notícias falsas. O trabalho segue em busca de provas que sustentem a tese.

A condução da investigação, inclusive, foi entendida como um dos fatores para Bolsonaro pressionar pela saída do diretor-geral da PF, Mauricio Valeixo, exonerado no último dia 24. A saída de Valeixo foi um dos motivos pelos quais o ex-ministro Moro se demitiu do cargo. Ele afirmou que Bolsonaro tenta interferir politicamente na atuação da Polícia Federal.

Na madrugada desta terça-feira 28, o governo anunciou Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e amigo de Carlos Bolsonaro, para comandar a Polícia Federal.

Também foi nomeado o novo ministro da Justiça, o advogado André Luiz Mendonça, pastor na Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília, e pós-graduado em direito pela Universidade de Brasília (UnB). Ele assumiu o comando da Advocacia-Geral da União desde que o presidente tomou posse. Antes de assumir o cargo de ministro da AGU, Mendonça atuou como corregedor-geral do órgão, entre 2016 e 2018.

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