Bolsonaro ganha o prêmio ‘racista do ano’ de instituição indígena

Lideranças indígenas deram o título ao presidente durante protesto em frente à Embaixada Brasileira em Londres

O presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Política

O presidente Jair Bolsonaro ganhou o prêmio de racista do ano da Survival International, movimento global que atua na defesa dos direitos indígenas. Pelo menos dez lideranças indígenas protestaram em frente à Embaixada Brasileira em Londres nesta quinta-feira 14 contra as ações governamentais e declarações do presidente que atacam as comunidades.

Os líderes indígenas participam da jornada Sangue indígena: Nenhuma Gota A Mais organizada pela APIB – a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. Eles pedem aos europeus que boicotem o agronegócio brasileiro até que seus direitos sejam respeitados.

O protesto ocorre depois de pelo menos dois graves ataques contra as populações indígenas. No dia 4 de novembro, o líder Guajajara Paulo Paulino foi morto a tiros no Maranhão. Conhecido como Lobo Mau, ele era um guardião da floresta na Terra Indígena Arariboia, fiscalizava e denunciava invasões na mata.

Além do crime, o posto da FUNAI para proteger a Terra Indígena Vale do Javari, lar de indígenas isolados, no oeste da Amazônia, também foi atacado recentemente por invasores armados.

Antes de Bolsonaro já foram condecorados com o prêmio racista do ano: o presidente Khama da Botsuana e o então deputado brasileiro Luis Carlos Heinze (PP-RS), hoje senador, que disse que os povos indígenas do país deveriam ser deixados para morrer de fome.

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem