Bolsonaro diz que não entrega faixa presidencial em caso de fraude em 2022

Em live na internet, o presidente disse que Lula não é capaz de vencer eleição sem fraude: 'No voto, ele não ganha. Não ganha de ninguém'

O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Foto: Reprodução

Política

O presidente Jair Bolsonaro declarou, nesta quinta-feira 1, que não entregará a faixa presidencial em caso de fraude na eleição de 2022. Em seguida, o chefe do Planalto disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só tem condições de vencer o pleito se houver irregularidade.

 

 

Bolsonaro afirmou que está “avisando com antecedência” aos ministros do Supremo Tribunal Federal que “teremos problemas” e “convulsão” no ano que vem, caso não seja apresentada uma contagem confiável dos votos. As críticas do presidente ao atual sistema eleitoral brasileiro, no entanto, não vêm acompanhadas de provas de fraudes.

“Vamos supor que o Congresso não aprove [a proposta de mudar o sistema eleitoral]. Vocês descubram uma maneira de nós fazermos a contagem aberta dos votos e apresentar, na prática, para o povo brasileiro, que não terá fraude. Caso contrário, teremos problemas nas eleições do ano que vem”, afirmou. “Eu entrego a faixa presidencial para qualquer um que ganhar de mim na urna de forma limpa. Na fraude, não.”

Em seguida, Bolsonaro acusou Lula de “ladrão” e criticou a decisão do STF que tornou o petista elegível.

“Tiraram o ladrão da cadeia, tornaram o ladrão elegível. No meu entender, para ser presidente, sim, mas na fraude. Porque, no voto, ele não ganha. Não ganha de ninguém”, disparou.

 

“Não vou admitir um sistema fraudável. E eu não quero problemas.”

 

“Isso não é ameaça, é constatação”, continuou. “O povo não vai admitir isso daí.”

Bolsonaro disse ainda, sem apresentar qualquer fundamento concreto, que a fraude se estenderá à eleição de senadores, deputados e governadores. Nas palavras dele, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, não apresentou provas de que as urnas são confiáveis, mesmo que o magistrado já tenha assegurado seguidas vezes que os equipamentos são transparentes e auditáveis.

O TSE realiza testes de segurança nas urnas eletrônicas com peritos da Polícia Federal, como ocorreu em 2020. Segundo Barroso, a alternativa do voto impresso favorece a prática de fraude, em vez de impedi-la.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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