Política

Bolsonaro debocha ao ser questionado sobre massacre no Pará

Uma rebelião deixou 57 mortos em Altamira (PA) se tornando a maior chacina do ano dentro de um presídio do país

O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta terça-feira 30, sobre a rebelião que deixou 57 mortos em Altamira (PA). “Pergunta para as vítimas que morreram lá o que eles acham, depois que eles responderem eu respondo a vocês”, disse o pesselista ao sair do Palácio do Planalto.

Em tom de deboche, o presidente preferiu não se manifestar sobre a maior chacina do ano dentro de presídios do País, que intensifica a crise pela qual passa o sistema carcerário do Brasil.

O Conselho Nacional de Justiça divulgou, nesta segunda-feira 29, mesmo dia que aconteceu a chacina, que a unidade em Altamira tem condições classificadas como péssimas. Existem 163 prisioneiros a mais na unidade, ultrapassando o dobro de sua quantidade. Além disso, a inspeção do conselho detectou que o quantitativo de agentes é reduzido frente ao número de internos custodiados.

O CNJ também constatou que a penitenciária não tem bloqueador de celulares, enfermaria, biblioteca, oficinas de trabalho ou salas de aula.

Facções criminosas no Pará

O Pará tem sido palco de um avanço das milícias no País. As facções criminosas, que antes dominavam São Paulo e Rio de Janeiro, têm disputado poder nos presídios paraenses.

Em abril do ano ano passado, 22 pessoas morreram em uma rebelião seguida de tentativa de fuga no Centro Penitenciário de Recuperação do Pará, no Complexo de Santa Izabel, região metropolitana de Belém.

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