Mesmo após o decreto que flexibiliza o porte de arma, o acervo bélico dos caçadores, atiradores e colecionadores se destina somente a essas atividades, sendo proibido usá-lo para defesa pessoal

Bolsonaro anuncia decreto para flexibilizar uso de armas de caça e coleções

Hoje, o acervo bélico de caçadores, atiradores e colecionadores não pode ser usado para defesa pessoal

Bolsonaro anuncia decreto para flexibilizar uso de armas de caça e coleções

Política

Em live em seu Facebook nesta quinta-feira 11, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a criação de um decreto para flexibilizar o uso de armas de caçadores, atiradores e colecionadores (grupo conhecido pela sigla CAC).  Mesmo após o decreto que flexibiliza a posse de arma, assinado por Bolsonaro em janeiro, o acervo bélico dos CAC se destina somente a essas atividades e continua sendo proibido o uso para defesa pessoal.

Em janeiro, o Exército soltou um ofício lembrando para a classe que nada havia mudado nas regras, apesar do decreto de Bolsonaro. As armas dos CAC são registradas pelos militares. Já os civis, que querem ter arma para se defender, devem procurar a Polícia Federal, que vai analisar a efetiva necessidade da posse.

Logo após o ofício do Exército, o deputado Eduardo Bolsonaro atacou a corporação e disse que mudaria essa regra (dito e feito). “E se o problema for a lei, deixa que a gente tenta alterar, mas vocês não precisam botar em suas portarias normativas, que acabam por piorar a vida do atirador. O princípio norteador tem que ser o de dificultar a vida do bandido, não a do CAC”, escreveu o filho do presidente.

Depois, em outro post, o filho do presidente fez uma reflexão. “Se bandido cruzar o caminho do atirador, ele: 1) reage, atira e sobrevive, mas responde legalmente; 2) E o filho do presidente recomenda ao Exército: “CAC não pode mais ser tratado como bandido @exercitooficial. Escuto muito essa reclamação”.

Bolsonaro afirmou que vai chamar deputados da segurança pública para debater o assunto, mas que vai apresentar o decreto já na próxima semana. “Vai dar o que falar”, disse.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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