Bolsonaristas acusam STF de censura por inquérito das fake news

Parlamentares alvo de operação de busca e apreensão e apoiadores de Bolsonaro criticam ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (Foto: Lula Marques)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (Foto: Lula Marques)

Política

Os deputados bolsonaristas alvo do inquérito das Fake News, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do STF, condenaram a ação de busca e apreensão, realizada nesta quarta-feira 27, a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator do caso.

Entre parlamentares, estão sendo investigados os deputados federais Bia Kicis, Carla Zambelli, Daniel Silveira, Filipe Barros, Cabo Junior do Amaral e Luiz Philippe de Orleans e Bragança. Os deputados estaduais de São Paulo Douglas Garcia (PSL) e Gil Diniz (PSL) também integram a lista.

Além deles, são alvo da investigação o blogueiro Allan Santos, do canal Terça Livre, a militante Sara Winter, e o empresário Luciano Hang, proprietário da Havan e apoiador de Jair Bolsonaro.

Nas redes sociais, parte dos acusados se defendeu acusando o STF de tentar “criminalizar a a liberdade de expressão e a atividade parlamentar”, caso do deputado estadual Douglas Garcia.

Os filhos do presidente Jair Bolsonaro também condenaram a ação. O deputado federal Eduardo Bolsonaro associou o inquérito a uma “ordem ditatorial”. Já o vereador afirmou que a medida quer “incentivar rachaduras diante de inquérito inconstitucional, político e ideológico sobre o pretexto de uma palavra politicamente correta”.

Veja as manifestações:

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