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Aziz defende impeachment de Bolsonaro: ‘Pela omissão na pandemia’

Aziz defende impeachment de Bolsonaro: ‘Pela omissão na pandemia’

'Não chegamos agora a 600 mil mortes à toa', afirma o senador

Senador Omar Aziz (PSD-AM).

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Senador Omar Aziz (PSD-AM). Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou nesta segunda-feira 13 que votaria a favor da deposição de Jair Bolsonaro em um processo de impeachment. A indicação do voto foi dada em entrevista ao portal UOL. Em julho, também ao portal, o parlamentar havia informado não defender o impedimento de ninguém.

“Votaria sim (pelo impeachment), não só pelo que ele falou dos ministros do Supremo, mas principalmente na atuação dele na omissão da pandemia. Não chegamos agora a 600 mil mortes à toa”, afirma o senador responsável por conduzir a CPI da Covid.

Segundo Aziz, a mudança de voto se deu após provas mais contundentes reveladas pela comissão e após a escalada dos ataques de Bolsonaro às instituições. Para ele, ainda que o presidente tenha publicado uma nota recuando das ofensas, o texto não representa uma nova postura e nem revela uma autocrítica do presidente.

“O presidente nunca fez autocrítica em relação à imunização de rebanho, em relação à China. Foi fazer agora, depois de cinco meses que estamos falando. A natureza do presidente Bolsonaro é aquela carona que o escorpião pega, atravessa o rio e depois pica aquele que deu a carona”, analisou.

Na entrevista, Aziz também revelou detalhes de como a CPI pretende minimizar uma possível blindagem do Procurador-Geral da República Augusto Aras ao relatório final da comissão.

Segundo contou, o relatório será encaminhado não apenas à PGR, mas também aos presidentes da Câmara e do Senado, ao Tribunal de Contas da União, ao Supremo Tribunal Federal, ao Superior Tribunal de Justiça e para defensorias públicas estaduais. Além disso, o documento ainda será levado aos tribunais penais internacionais, como Haia.

“Não vai ter como ele [Aras] não tomar providência, não fazer diligência, a cobrança vai ser muito grande”, disse Aziz. “Não podemos achar que vamos entregar um relatório e ele vai ficar adormecido. Iremos entregar sim o relatório a tribunais internacionais. Ontem, se ventilou um senador ser destacado para entregar em Genebra”, acrescentou adiante.

Aziz falou ainda sobre quem serão os nomes apontados como culpados pelo caos na pandemia, citando apenas que envolverá ‘metade do primeiro e segundo escalão do Ministério da Saúde’, sem citar nomes.

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