Economia

Apenas 7% dos deputados aprovam reforma da Previdência de Bolsonaro

Segundo a pesquisa da XP, dos 201 deputados ouvidos, apenas 36 concordam plenamente com o texto enviado

(Foto: Agência Brasil)
(Foto: Agência Brasil)

Um dos principais projetos apresentados ao Congresso Nacional pelo governo de Jair Bolsonaro foi a reforma da Previdência. Essa medida tem a meta de economizar 1 trilhão de reais ao ano, mas retira direitos e aumenta a idade de contribuição. Pesquisa da XP Investimento divulgada nesta segunda-feira 8 mostra que o cenário não é positivo para o presidente: apenas 7% dos deputados concordam plenamente com a mudança apresentada pelo pesselista.

A pesquisa consultou 201 deputados entre os dias 26 de março e 4 de abril. Com uma base nos partidos de cada entrevistado, chegaram ao resultado final.

O cenário, entretanto, não é negativo para uma reforma da Previdência. Setenta e seis por cento dos consultados dizem ser necessário mudar o sistema de aposentadorias e 68%
dizem que sua aprovação melhora a perspectiva de crescimento do País.

O resultado mostra que dificilmente Bolsonaro conseguirá aprovar a medida como foi enviada ao Congresso, já que apenas 36 dos deputados ouvidos votariam na proposta como é hoje. Também tira a expectativa do mercado de que essa medida seria aprovada ainda no primeiro semestre.

O governo vai ter que articular muito para conseguir passar pela Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira 9, Bolsonaro se encontra com líderes de partidos para tentar melhorar a relação com os parlamentares.

Crise entre os poderes

Nesses primeiros 100 dias governo, Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, protagonizaram momentos de tensão entre os dois poderes. Essa crise é vista na pesquisa que traz a satisfação dos parlamentares com o executivo: apenas 16% consideram o relacionamento da casa com o governo ótimo ou bom. Esse índice era de 57% em fevereiro.

Os parlamentares que consideram essa relação ruim ou péssima subiu de 12% para 55%. O aumento se deve ao fato de o governo ter se negado a articular com os partidos para aprovar as medidas apresentadas.

Assine nossa newsletter

Receba conteúdos exclusivos direto na sua caixa de entrada.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fonte confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!