Justiça

A dúvida da Petrobras sobre a decisão de Toffoli que anulou atos da Lava Jato contra Marcelo Odebrecht

A empresa apresentou um recurso ao STF a respeito da extensão da ordem do ministro

O ministro do STF Dias Toffoli. Foto: Gustavo Moreno-SCO-STF
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A Petrobras apresentou nesta segunda-feira 27 um recurso sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli que anulou todos os atos da Lava Jato contra o empresário Marcelo Odebrecht.

O objetivo é esclarecer se o Ministério Público Federal pode reabrir investigações decorrentes do acordo de colaboração do executivo, uma vez que Toffoli reconheceu a validade da delação premiada.

“Tendo em vista que o r. decisum ora embargado preserva expressamente o procedimento de colaboração firmado pelo Sr. Marcelo Bahia Odebrecht, importa, com a devida vênia, que fique explicitada a possibilidade de reabertura de investigações sobre os ilícitos narrados no referido acordo”, diz a empresa.

Em sua decisão, assinada em 21 de maio, Toffoli afirmou que o acordo de colaboração firmado por Marcelo Odebrecht “sequer é objeto da presente demanda”.

Ao acolher a solicitação da defesa pela anulação de investigações da Lava Jato, Toffoli afirmou ter havido um conluio entre magistrados e procuradores que integraram a operação. Além disso, avaliou que eles “adotaram medidas arbitrárias na condução dos processos” contra Marcelo.

“O que poderia e deveria ter sido feito na forma da lei para combater a corrupção foi realizado de maneira clandestina e ilegal, equiparando-se órgão acusador aos réus na vala comum de condutas tipificadas como crime“, escreveu o magistrado.

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