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Vice-presidente do Equador se desculpa por imagens de retiradas de corpos

Militares tiraram 150 corpos de casas de Guayaquil após ‘falhas no sistema funerário’ em cidade afetada pela Covid-19

(FOTO: Str / Marcos Pin / AFP)
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O vice-presidente do Equador, Otto Sonnenholzner, pediu desculpas, no sábado (4), pelas imagens de mortos pelas ruas e residências da cidade de Guayaquil (sudoeste), a mais atingida pela pandemia do novo coronavírus no país.

“Esta semana sofremos uma forte deterioração da nossa imagem internacional. Vimos imagens que nunca deveriam ter acontecido e, por isso, como seu servidor público, eu lhes peço desculpas”, afirmou Sonnenholzner em pronunciamento de rádio e televisão.

No meio da semana, militares e policiais retiraram 150 corpos que jaziam em casas de Guayaquil, depois do caos que varreu esta cidade pela pandemia de coronavírus e dificultou o transporte dos cadáveres por diferentes motivos.

O porta-voz do governo, Jorge Wated, reconheceu as falhas do “sistema funerário” em Guayaquil, o que fez com que o serviço dos médicos legistas e das funerárias não atendessem rapidamente aos casos de mortes nas residências no meio do toque de recolher de 15 horas estabelecido no país.

 

Como resultado, o povo de Guayaquil começou a publicar nas redes sociais vídeos de corpos abandonados nas ruas e mensagens de ajuda de parentes para enterrar seus mortos.

Sonnenholzner, que lidera o Comitê de Operações de Emergência (COE) ativado para enfrentar a atual emergência sanitária, ofereceu seus pêsames “a todas as famílias que perderam um ente querido nesta semana”.

Neste domingo, o Equador informou o registro de 3.465 casos de COVID-19 no país, incluindo 172 mortos. A província de Guayas, que tem Guayaquil como sua capital, tem a maior incidência de casos de COVID-19 no Equador, com 2.402 contaminados e 122 mortos.

Em todo território, está em vigor um toque de recolher de 15 horas. “Não podemos descumprir o toque de recolher”, alertou Sonnenholzner, acrescentando que “o maior inimigo deve ser o vírus, e não a desobediência”.

Ontem, o presidente Lenín Moreno denunciou que pelo menos 40% dos contaminados pelo coronavírus descumpriram o isolamento obrigatório. Por esse motivo, ele determinou a implantação de uma plataforma tecnológica para vigiar os pacientes.

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