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Venezuela em suspense com entrada de ajuda humanitária

Mundo

Neste sábado 23 transcorre a data limite anunciada pelo autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, para a entrada no país da ajuda humanitária internacional. Os alimentos e medicamentos deverão chegar através de três postos fronteiriços com a cidade colombiana de Cúcuta, segundo anunciou quinta-feira a deputada venezuelana exilada Gaby Arellano.

A capital do departamento Norte de Santander e a cidade de San Cristóbal, no estado de Tachira, partilham a travessia fronteiriça das pontes internacionais de Simón Bolívar, Francisco de Paula Santander e Tienditas. Uma parte da assistência humanitária que os Estados Unidos querem fazer chegar aos venezuelanos encontra-se armazenada em Cúcuta, na fronteira da Colômbia com a Venezuela.

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Juan Guaidó, opositor de Maduro e reconhecido por mais de 50 países como presidente interino do país, prometeu introduzir essa ajuda humanitária na Venezuela numa operação para que estão mobilizados milhares de cidadãos.

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A ajuda humanitária parece garantida, mas a incógnita é como fazê-la entrar na Venezuela, depois de o governo de Nicolás Maduro ter fechado as fronteiras à entrada de medicamentos e alimentos oriundos dos EUA.

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Guaidó dera indicações às Forças Armadas para que deixassem entrar as doações internacionais neste sábado, dizendo que tinham três dias para “seguir as ordens do presidente encarregado da República”. O político oposicionista afirmou que os alimentos e medicamentos chegarão “por ar, por mar e por terra”, sem especificar os pontos da entrada. Temem-se choques militares na fronteira.

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Segundo Nicolás Maduro, essa ajuda seria um “cavalo de Troia”, visando abrir caminho a uma intervenção militar americana. Essa leitura política conta com a concordância diplomática do governo russo. Na quarta-feira, as autoridades russas confirmaram o envio de um carregamento de medicamentos e de equipamento médico. Deste, 7,5 toneladas de medicamentos e material médico já teriam chegado à nação sul-americana, anunciou o presidente em exercício na noite seguinte.

Em reação aos confrontos desta sexta-feira na fronteira da Venezuela com o Brasil, com dois mortos, o governo de Donald Trump advertiu na sexta-feira que Maduro, “e aqueles que seguem suas ordens” não ficarão “impunes”. “Os Estados Unidos condenam veementemente o uso da força pelos militares venezuelanos contra civis desarmados e voluntários inocentes”, anunciou a Casa Branca em comunicado.

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