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Trump admitiu minimizar perigo do coronavírus, revela livro

Os EUA já acumulam quase 200 mil mortes causadas pela Covid-19

Presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: AFP
Presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que tentou minimizar a ameaça mortal do novo coronavírus no início da pandemia, de acordo com trechos de um novo livro do jornalista veterano Bob Woodward, lançado nesta quarta-feira 09.

 

“Sempre quis minimizar isso”, disse Trump em entrevista a Woodward em 19 de março, de acordo com uma prévia da CNN do livro “Rage”, que será lançado em 15 de setembro. “Ainda gosto de minimizar, porque não quero criar pânico”.

Não é só uma gripezinha 

Em entrevistas anteriores com Woodward, o presidente americano deixou claro que entendia que o vírus era “mortal” e muito mais perigoso do que a gripe comum. Mesmo assim, Trump tem repetidamente dito em público que o vírus não deve ser considerado um grande perigo e que “irá embora” por conta própria.

Trump só começou a usar máscara facial em público em julho. No início da pandemia, ele frequentemente elogiava a resposta do governo chinês e, mais tarde, mudou sua retórica, culpando Pequim pela crise de saúde global.

As mortes por Covid-19 devem em breve ultrapassar 200 mil nos Estados Unidos.

Opinião pública não aprova

O presidente repetiu várias vezes que controlou a pandemia com sucesso, apontando para suas primeiras decisões de proibir viagens da China, onde o vírus apareceu pela primeira vez, e dos lugares mais atingidos na Europa. No entanto, pesquisas de opinião mostram que dois terços dos americanos desaprovam as ações de Trump.

A assessora de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, disse a repórteres que a única motivação de Trump para minimizar os perigos era tranquilizar o público: “É importante expressar confiança, é importante expressar calma. O presidente nunca mentiu para o público americano sobre a Covid-19.”

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