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Torturador da ditadura argentina recebe a 9ª sentença de prisão perpétua

‘Foram crimes contra a humanidade e assim devem ser qualificados’, disse o presidente do tribunal, Andrés Basso

Miguel Etchecolatz, um dos torturadores mais emblemáticos da ditadura argentina. Foto: Carlos Carmele/AFP
Miguel Etchecolatz, um dos torturadores mais emblemáticos da ditadura argentina. Foto: Carlos Carmele/AFP
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O ex-chefe da polícia Miguel Etchecolatz, um dos torturadores mais emblemáticos da ditadura argentina (1976-1983), recebeu nesta sexta-feira 13 sua nona sentença de prisão perpétua por crimes contra a humanidade, informou uma fonte judicial.

O Tribunal Oral Federal 1 de La Plata o condenou à prisão perpétua junto com o ex-policial Julio César Garachico por sequestro, tortura e assassinato de sete pessoas ocorridos no centro de detenção clandestino conhecido como “Pozo de Arana”, que funcionava em La Plata, a 60 km ao sul da capital argentina.

“Foram crimes contra a humanidade e assim devem ser qualificados”, disse o presidente do tribunal, Andrés Basso, ao ler a sentença.

Etchecolatz, de 93 anos, cumpre sua pena no presídio de Ezeiza e não assistiu a leitura do veredicto por estar internado com um quadro febril. Também não esteve presente Garachico, de 81 anos, que cumpre prisão domiciliar em Mar del Plata.

O tribunal concedeu à Garachico o benefício de permanecer sob prisão domiciliar, o que gerou repúdio dos presentes na sala que, aos gritos de “prisão comum, perpétua e efetiva”, tiveram que ser retirados.

Além das condenações, o tribunal ordenou a criação de um memorial no local onde funcionava o presídio clandestino de Arana, assim como escavações em busca de restos humanos em uma fazenda próxima onde funciona uma propriedade do Exército.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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