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Robert De Niro chama Trump de ‘palhaço’ em frente a tribunal e pede votos para Biden

O ator afirmou nesta terça-feira 28 que o ex-presidente se tornará um ditador vitalício se for eleito em novembro

O ator Robert De Niro discursa a favor de Joe Biden em frente a tribunal onde Donald Trump é julgado, em Nova York, em 28 de maio de 2024. Foto: Charly Triballeau/AFP
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O ator Robert De Niro chamou nesta terça-feira 28 o magnata republicano Donald Trump de “palhaço” perigoso para a democracia, em um discurso em frente ao tribunal de Nova York onde o ex-presidente americano é submetido a julgamento.

De Niro, um veterano ativista político e crítico de Trump, disse aos repórteres que cobriam o julgamento que o ex-presidente (2017-2021) se tornará um ditador vitalício se for eleito em novembro.

“Quando Trump concorreu em 2016, foi como uma piada. Temos uma segunda chance e agora ninguém está rindo. Este é o momento de detê-lo”, disse De Niro, que também chamou Trump de “tirano”.

A inesperada manifestação de Robert De Niro ocorreu em meio a cenário barulhento de manifestantes pró-Trump e alarmes de carros.

O ator tem assumido um papel cada vez mais importante na campanha de reeleição do presidente dos EUA, Joe Biden, e inclusiva protagoniza uma nova propaganda televisiva do Partido Democrata.

De Niro alertou sobre uma possível vitória de Trump: “Se ele ganhar a Casa Branca, posso dizer desde já que ele nunca sairá”. 

“A única maneira de preservar as nossas liberdades e manter a nossa humanidade é votar em Joe Biden para presidente”, disse o famoso ator, estrela de filmes como Taxi Driver, O Poderoso Chefão Parte II e Os Bons Companheiros.

No âmbito de seu julgamento criminal e a menos de seis meses antes das eleições, Trump reiterou dentro da Corte que o julgamento é uma ofensiva política contra ele.

O magnata acusou diversas vezes o juiz Juan Merchan de parcialidade e alegou que as eleições de 2020 foram fraudadas.

Nesta terça começaram as alegações finais da defesa e da acusação, que diz que Trump falsificou registros contábeis para encobrir pagamentos a uma ex-atriz pornô, com o objetivo de manter em segredo, durante sua campanha em 2016, um escândalo sexual que teria ocorrido dez anos antes.

A decisão dos 12 jurados que poderá fazer de Trump o primeiro ex-presidente da história dos Estados Unidos a ser condenado criminalmente é aguardada com expectativa em todo o país.

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