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Peronismo lidera assentos no Congresso da Argentina e extrema-direita tem avanço

O Unión por la Patria, de Sergio Massa, ficará a partir de dezembro como a primeira minoria da Câmara

Sergio Massa e Javier Milei disputarão o segundo turno na Argentina. Foto: JUAN MABROMATA e Tomas CUESTA/AFP
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As eleições do domingo 22 na Argentina deixaram um Congresso fragmentado, no qual o peronismo será a primeira força nas duas casas, a direita se confirmou como segunda força e a extrema-direita registrou um significativo avanço e ficou na terceira colocação, segundo as últimas contagens oficiais.

O Unión por la Patria, do candidato presidencial peronista Sergio Massa, obteve 36,6% no primeiro turno e perdeu 10 assentos, mas ficará a partir de dezembro como a primeira minoria da Câmara dos Deputados, com 108 das 257 cadeiras.

Caso Massa vença o segundo turno, o peronismo terá de conquistar mais de 20 deputados da oposição para assegurar o quórum mínimo de 129 deputados. A Câmara Baixa renova a metade dos assentos a cada dois anos.

Já a coalizão La Libertad Avanza, de Javier Milei (29,9%), que disputará o segundo turno com Massa em 19 de novembro, tinha apenas 3 deputados desde 2021, mas ganhou 35 cadeiras, chegando a 38 representantes.

A segunda força na Câmara Baixa continua a ser o Juntos por El Cambio, de Patricia Bullrich (23,8%), que ficou em terceiro na disputa presidencial. A bancada terá 93 deputados, mas, das 55 cadeiras que estavam na disputa, apenas 31 conseguiram se eleger.

Ainda foram eleitos 7 peronistas dissidentes, 6 de partidos provinciais e 5 de esquerda.

No Senado, de 72 assentos, o peronismo ultrapassou o Juntos por el Cambio como primeira minoria e garantiu 34 assentos (tinha 31). O quórum para deliberar é de 37 assentos.

A coalizão de Bullrich, por sua vez, perdeu 9 cadeiras e ficou em segundo, com 24. O campo de Milei entrou pela primeira vez na Câmara Alta, com 8 cadeiras, à frente de outros peronistas dissidentes (3) e partidos provinciais (3).

(Com informações da AFP)

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