OMS agradece Mandetta e pede que Brasil se baseie em “evidências”

Diretor da entidade cumprimentou ex-ministro por 'serviços ao povo' e frisou que os governos devem proteger os mais vulneráveis

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan. Foto: Reprodução/YouTube

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan. Foto: Reprodução/YouTube

Mundo,Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) agradeceu o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por seus serviços prestados no combate ao coronavírus, durante coletiva de imprensa na sede da entidade, em Genebra, na Suíça.

O diretor de programas de emergência da OMS, Michael Ryan, pediu ainda que o governo brasileiro considere as “evidências” para tomar decisões em relação à pandemia.

“Nós estamos cientes de que o presidente do Brasil trocou o seu ministro da Saúde. Gostaria de agradecer ao ministro pelo serviço dele ao povo. É crucial, no entanto, não só para o governo do Brasil, mas também a todos os governos, que tomem decisões baseadas em evidências, e tenham uma abordagem unificada para responder à pandemia da covid-19”, disse Ryan.

O representante da OMS reiterou ainda o dever das nações em assegurar os povos mais vulneráveis e frisou que a entidade trabalha em parceria com o Brasil para enfrentar a proliferação da doença.

“Nós todos temos o dever de proteger as populações mais vulneráveis. A Opas, nosso escritório regional para as Américas, tem apoiado o Brasil na preparação proposta à covid-19 desde janeiro deste ano. E está ajudando o Brasil a comprar milhões de testes de diagnósticos PCR para expandir a capacidade de diagnóstico. A primeira leva deve chegar na semana que vem”, declarou.

Após trocar Mandetta pelo oncologista Nelson Teich na chefia da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa da reabertura do comércio e afirmou que pode redefinir os serviços essenciais por meio de projeto de lei. Em discurso, Teich destacou “alinhamento completo” com Bolsonaro.

Nesta sexta-feira 17, o Brasil superou a marca de 2 mil mortos pela covid-19 e contabilizou mais de 33 mil contaminações.

 

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