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Nem em casa

A popularidade de Netanyahu despenca em Israel, apesar do apoio maciço ao massacre em Gaza

Só a mídia brasileira gosta do primeiro-ministro – Imagem: Kobi Gideon/Gabinete do Primeiro Ministro/Israel
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Depois de quatro meses ­terríveis, a guerra ­Israel-Hamas prolonga-se e Tel-Aviv parece mais isolada do que nunca. Os protestos em massa nos campi universitários dos Estados Unidos e nas ruas do Reino Unido nas primeiras semanas da guerra deram lugar ao apelo da África do Sul ao Tribunal Internacional de Justiça, no qual acusa o governo israelense de genocídio. Os Estados Unidos, o melhor amigo de Israel, passaram de uma pressão discreta para reduzir a escala da guerra e permitir mais ajuda humanitária a Gaza a impor sanções aos colonos violentos na Cisjordânia e pressionar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para um cessar-fogo. Até o príncipe William do Reino Unido pediu o fim dos combates.

Essa pressão global não comoveu muito os israelenses. Em uma pesquisa realizada em meados de janeiro pela Universidade de Tel-Aviv, mais de metade dos judeus entrevistados pensava que ­Israel usava a quantidade certa de força, mas outros 43% disseram que não tinha usado o suficiente. Numa pesquisa recente realizada pelo Instituto de Democracia de Israel, a maioria era contra um acordo político detalhado para acabar com a guerra, e dois terços se opunham à ajuda humanitária a Gaza. São dados preocupantes, embora refletidos nas tendências entre o público palestino, cujas pesquisas mostram um apoio elevado ao ­Hamas e aos ataques de 7 de outubro.

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