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Negociações para trégua em Gaza ‘não estão arruinadas’, diz embaixador dos EUA em Israel

Mais cedo, um líder do Hamas informou ter interrompido as negociações diante de respostas iniciais de Israel que “não respondem às exigências mínimas”

Ataques em Gaza geraram denúncias de genocídio na região. Foto: Said Khatib/AFP
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O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Jack Lew, afirmou nesta quinta-feira (7) que as negociações sobre uma trégua em Gaza “não estão arruinadas”, depois que a delegação do movimento palestino Hamas deixou o Cairo, onde mediadores internacionais mantêm negociações desde domingo.

“As divergências estão diminuindo. Ainda não há acordo. Todos estão olhando para o Ramadã, que se aproxima. Não posso dizer que (as negociações) serão bem-sucedidas, mas ainda não foram arruinadas”, disse o diplomata americano, cujo país, juntamente com o Egito e o Catar, estão mediando para alcançar uma trégua.

Um alto comandante do Hamas anunciou nesta quinta-feira que a delegação do movimento islamista deixou o Egito, para onde se deslocou no fim de semana para participar das negociações de trégua, das quais Israel não participou.

O líder do Hamas, que falou sob condição de anonimato, observou que as “respostas iniciais” de Israel “não respondem às exigências mínimas” feitas pelo grupo islamista, especialmente no que diz respeito a um cessar-fogo definitivo e à retirada das tropas israelenses.

A guerra eclodiu em 7 de outubro, após o ataque sem precedentes do Hamas em solo israelense, no qual morreram cerca de 1.160 pessoas, a maioria delas civis, segundo uma contagem da AFP baseada em estatísticas oficiais israelenses.

Israel prometeu “aniquilar” o Hamas, no poder em Gaza desde 2007, e lançou uma campanha militar que, até ao momento, provocou 30.800 mortes, especialmente mulheres e menores, segundo o último balanço do Ministério da Saúde do território palestino, governado pelo movimento islamista desde 2007.

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