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Macron fará “chamado à mobilização” em reunião sobre Amazônia em NY

O objetivo do encontro é mobilizar a comunidade internacional sobre o reflorestamento da região afetada por grandes incêndios

Os presidentes Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro. Foto: Frederico Mellado/ARG
Os presidentes Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro. Foto: Frederico Mellado/ARG

O presidente francês, Emmanuel Macron, participará na próxima segunda-feira 23 de uma reunião sobre a Amazônia organizada em Nova York à margem da Assembleia-geral da ONU. O objetivo do encontro é mobilizar a comunidade internacional sobre o reflorestamento da região afetada por grandes incêndios.

Depois da crise diplomática provocada pela reação do presidente Jair Bolsonaro à oferta de ajuda do G7 à Amazônia, Macron lançará “um chamado à mobilização” para a floresta com os líderes chileno, Sebastián Piñera, e colombiano, Iván Duque, entre outros, informou o Eliseu nesta quinta-feira (19).

 

Esta reunião, que se pretende que seja “consensual”, acontece após a que juntou no começo de setembro sete países da região na Colômbia, para proteger a maior floresta tropical do mundo, devastada por incêndios pelos quais Bolsonaro foi muito criticado por Macron. Nenhum encontro está previsto entre o francês e o brasileiro em Nova York.

A França “também é um país amazônico”, destacou o Eliseu, referindo-se ao departamento ultramarino da Guiana Francesa, na fronteira com o Amapá.

Na segunda-feira, Macron participa ainda da Cúpula sobre o Clima organizada pela ONU, que será “a ocasião para afirmar nossa ambição climática”, completou a Presidência francesa.

Em Nova York, onde estarão reunidos muitos dirigentes internacionais, o chefe de Estado francês tem uma série de reuniões bilaterais agendadas, especialmente com o americano Donald Trump e com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Macron discursará na terça-feira (24) na Assembleia Geral pela terceira vez desde o início de seu mandato. Ele tentará obter avanços sobre temas prioritários para a França, como a crise de segurança na região africana do Sahel e da Líbia, apoiando a ONU, que busca reiniciar as negociações entre os grupos em conflito.

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