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Legisladores democratas convocam manifestação em defesa do direito ao aborto nos EUA

‘Não deixaremos de lutar até que todo o mundo, e me refiro a todo o mundo, tenha acesso a abortos seguros e legais, independentemente de sua renda, endereço ou etnia’, disse a deputada democrata Barbara Lee

Há 49 anos, a Suprema Corte dos EUA decidia por legalizar o aborto. Manifestantes celebram aniversário da decisão enquanto lutam para que ela siga em vigor no País.

Foto: Alex Edelman / AFP
Há 49 anos, a Suprema Corte dos EUA decidia por legalizar o aborto. Manifestantes celebram aniversário da decisão enquanto lutam para que ela siga em vigor no País. Foto: Alex Edelman / AFP
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Reunidos em grande número na escadaria do Congresso dos Estados Unidos, e diante da Suprema Corte que estaria prestes a anular o direito ao aborto, os legisladores democratas convocaram, nesta sexta-feira 13, a população a se mobilizar, na véspera das grandes manifestações que estão previstas para o fim de semana.

“Não deixaremos de lutar até que todo o mundo, e me refiro a todo o mundo, tenha acesso a abortos seguros e legais, independentemente de sua renda, endereço ou etnia”, disse a deputada democrata Barbara Lee, que, no passado, falou publicamente sobre o seu próprio aborto feito de forma clandestina.

Se a Suprema Corte anular a jurisprudência que fundamenta o direito ao aborto nos Estados Unidos desde 1973, como sugere o vazamento de um rascunho de decisão da máxima instância judicial do país pelo site Politico no dia 2 de maio, cada estado estaria livre para proibir ou autorizar o procedimento.

Vinte estados conservadores já prometeram proibir o aborto, alguns inclusive em casos de estupro e incesto.

“Como é possível dizer para uma menina de 12 anos no Alabama, e vítima de incesto, que ela não pode receber a atenção que merece?”, criticou a legisladora Diana DeGette, uma das líderes do grupo favorável ao direito ao aborto da Câmara dos Representantes.

Se a jurisprudência do caso Roe vs. Wade for anulada pela Suprema Corte, as opções para proteger esse direito a nível federal são escassas.

Em meados do segundo semestre de 2021, a Câmara votou uma lei que garante o acesso à interrupção da gravidez em todo o país. Porém, o texto ainda não foi referendado pelo Senado, no qual os democratas têm estreita maioria.

Ansiosas por opinar sobre o debate, muitas das maiores organizações progressistas do país vêm convocando os americanos a se manifestar maciçamente neste fim de semana.

Quatro mobilizações importantes estão previstas em Washington, Nova York, Chicago e Los Angeles, assim como centenas de comícios no restante do país.

“As americanas estão se manifestando e se fazendo ouvir”, disse a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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