Foro de São Paulo se reúne na Venezuela para debater agressões dos EUA

Encontro de movimentos sociais e partidos políticos ocorre pela 25ª vez com o lema 'Pela paz, soberania e prosperidade dos povos'

Foto: Federico Parra/AFP

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Mundo

Começou na quinta-feira 25 o 25º Encontro do Foro de São Paulo, na cidade de Caracas, na Venezuela. O evento reúne mais de 125 movimentos sociais e partidos políticos de 26 países. A edição deste ano traz o lema “Pela paz, pela soberania e pela prosperidade dos povos”.

O objetivo do encontro é promover debates e reflexões sobre a ascensão de ideais neoliberais na América Latina e, com isso, o aumento da pobreza, o desmonte dos direitos dos trabalhadores, as ameaças à democracia e as tentativas de intervenção econômica e militar por países desenvolvidos, como os Estados Unidos.

Os principais temas da agenda de discussões são: a agressão política, econômica e militar dos Estados Unidos contra Cuba, Nicarágua e Venezuela; os diálogos entre governo e oposição da Venezuela, sob mediação da Noruega; o fim do bloqueio econômico imposto a Cuba; o respeito aos acordos de paz na Colômbia, firmados em 2016; o fim do genocídio de líderes de movimentos sociais e a punição de responsáveis pelos assassinatos; o apoio às candidaturas progressistas nas eleições da Argentina e da Bolívia; e a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Foro de São Paulo foi fundado em 1990, pelo Partido Comunista de Cuba e pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com a função de debater estratégias para a esquerda latinoamericana, após a queda do Muro de Berlim e a derrubada do campo socialista no continente europeu. O primeiro encontro ocorreu na própria cidade de São Paulo.

A partir de 1998, com a chegada de líderes de esquerda à presidência em alguns países, o Foro de São Paulo ganhou maior potencialidade como contrapeso às instituições de produção científica e intelectual comandadas pela direita latinoamericana. Até hoje, já foram realizadas 24 edições. No ano passado, a reunião ocorreu na capital Havana, em Cuba.

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Repórter do site de CartaCapital

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