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Finlândia elege o seu presidente em meio a tensões com a Rússia

Eleitores terão de escolher entre o ex-primeiro-ministro conservador Alexander Stubb e o ex-chefe da diplomacia Pekka Haavisto

Eleitor registra seu voto no pleito presidencial da Finlândia, em 11 de fevereiro de 2024. Foto: Mikko Stig/Lehtikuva/AFP
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Os finlandeses elegem, neste domingo 11, o seu presidente, cargo cuja importância tem crescido desde que o país aderiu à Otan, em meio a tensões com a vizinha Rússia por causa da guerra na Ucrânia.

As assembleias de voto no país, que compartilha 1.340 quilômetros de fronteira com a Rússia, abriram às 9h (4h de Brasília) e fecharão às 20h (15h em Brasília).

Cerca de 4,3 milhões de eleitores terão de escolher entre o ex-primeiro-ministro conservador Alexander Stubb e o ex-chefe da diplomacia Pekka Haavisto.

Stubb venceu o primeiro turno das eleições de 28 de janeiro com 27,2% dos votos, à frente de Haavisto, que obteve 25,8% e concorre como candidato independente, apesar de ser membro do Partido Verde.

O chefe de Estado, com menos poderes que o primeiro-ministro, é eleito para um mandato de seis anos e dirige a política externa do país em estreita colaboração com o governo. Ele também é comandante supremo das Forças Armadas.

O seu papel cresceu em importância desde a guerra na Ucrânia e a adesão da Finlândia à Otan, à qual a Rússia prometeu responder com “contramedidas”.

O país nórdico permaneceu neutro durante a Guerra Fria e tem sido um fiel defensor do diálogo entre os países ocidentais e a Rússia.

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, porém, o país encerrou três décadas de não-alinhamento militar.

Em agosto, a Finlândia acusou Moscou de orquestrar uma crise migratória nas suas fronteiras. Como resultado, decidiu fechar a fronteira com a Rússia em novembro, uma medida apoiada por ambos os candidatos.

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