Evo Morales acredita ser buscado pela Interpol por crimes inexistentes

Evo Morales disse que a Interpol teria emitido uma notificação azul contra ele por delitos que considera inexistentes

Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales - Foto: Aizar Raldes/AFP

Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales - Foto: Aizar Raldes/AFP

Mundo

Evo Morales, que renunciou à presidência da Bolívia pressionado pelas Forças Armadas, disse nesta quarta-feira 27  que a Interpol teria emitido uma notificação azul contra ele por delitos que considera inexistentes. Morales, que permanece asilado no México, disse em coletiva de imprensa que seria indiciado por uma dezena de delitos, entre eles o de “insurreição armada” e de financiar o “terrorismo”.

“A Interpol está me buscando na América do Sul por delitos que não existem”, disse Morales, acrescentando que tudo isso seria uma questão de “racismo” por ser indígena.

A Interpol explica em seu site que as denominadas notificações azuis “servem para colher informação adicional sobre a identidade de uma pessoa, localização ou atividades em relação a um delito”. Somente as vermelhas são públicas, as de captura.

O político boliviano disse também que foi convidado pelo presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, para sua cerimônia de posse no dia 10 de dezembro. “Ainda não decidi (…). Agradeço esse grande convite, que é um ato de solidariedade”, respondeu o boliviano, que chegou como asilado político à Cidade do México em 12 de novembro depois de deixar a presidência.

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