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EUA pedem a seus cidadãos que abandonem Iraque ‘imediatamente’

O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu ‘severa vingança’ pela morte de Soleimani

A Trump só resta esperar. Foto: Tia Dufour/Official White House Photo
A Trump só resta esperar. Foto: Tia Dufour/Official White House Photo

O Departamento de Estado americano pediu a seus cidadãos, nesta sexta-feira (3), que deixem o Iraque “imediatamente”, depois de um bombardeio orquestrado por Washington que matou o comandante iraniano Qassem Soleimani, em Bagdá.

“Devido ao aumento das tensões no Iraque e na região, pedimos aos cidadãos americanos que abandonem o Iraque imediatamente”, tuitou o Departamento de Estado.

O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu “severa vingança” pela morte de Soleimani, na mais grave escalada em uma temida guerra entre Irã e Estados Unidos em território iraquiano.

Soleimani era responsável pelas questões iraquianas no exército ideológico do Irã, enquanto Abu Mehdi al Muhandis, que tinha dupla cidadania iraquiana e iraniana, era o número dois das Forças de Mobilização Popular, ou Hashd al Shaabi, uma coalizão de paramilitares majoritariamente pró-Teerã integrados ao Estado iraquiano.

Pouco depois de suas mortes, o Pentágono anunciou que o presidente americano, Donald Trump, deu a ordem para “matar” Soleimani.

“Esta é a maior operação de decapitação já realizada pelos Estados Unidos, maior que as que mataram Abu Bakr al Bagdadi ou Osama bin Laden”, líderes do Estado Islâmico (EI) e da Al-Qaeda respectivamente, afirmou Phillip Smyth, analista americano especializado em grupos armados xiitas.

“Não há nenhuma dúvida de que a grande nação do Irã e outras nações livres da região se vingarão por este crime horrível dos criminosos Estados Unidos”, afirmou o presidente iraniano, Hassan Rohani.

Para o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, esta é uma “escalada extremamente perigosa e imprudente”. A diplomacia iraniana convocou o embaixador da Suíça, que representa os interesses dos Estados Unidos em Teerã.

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