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Em meio a uma disputa acirrada na Argentina, quais as chances de a eleição não acabar hoje?

A votação no país por um escrutínio provisório e outro definitivo

Javier Milei e Sergio Massa, candidatos à Presidência da Argentina. Fotos: Juan Mabromata e Luis Robayo/AFP
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Com um cenário eleitoral incerto na Argentina, a maioria das pesquisas de intenção de voto para presidente aponta uma margem estreita entre o ultradireitista Javier Milei e o peronista Sergio Massa, que disputam o segundo turno neste domingo 19.

Diante desse cenário, há alguma chance de o nome do próximo presidente não ser conhecido hoje? CartaCapital explica o que diz a lei eleitoral sobre os detalhes da votação e qual brecha faria com que a Argentina tivesse de esperar um pouco mais para conhecer o novo mandatário.

O que precisa acontecer para que o resultado não seja conhecido neste domingo

Sem grandes diferenças em relação às regras eleitorais da maioria dos países democráticos, na Argentina é preciso que um candidato supere o adversário no número de votos válidos. É o que determina a Lei Eleitoral 24.444.

Contudo, os votos na Argentina passam por duas contagens: uma provisória e outra definitiva. Por volta das 21h deste domingo, o resultado divulgado não será necessariamente o definitivo. Ele é uma “primeira tendência” sobre a votação e se baseia na contagem provisória. É raro, na história da política recente da Argentina, que essa tendência não se confirme ao final.

Assim como é raro uma eleição chegar com níveis de polarização tão elevados. Especialmente na semana passada – a última em que os levantamentos podiam ser publicados -, basicamente todas as pesquisas indicavam Massa e Milei  tecnicamente empatados.

Por isso, a tendência a ser conhecida nesta noite, a depender da margem de diferença entre os candidatos, poderá não se confirmar ao final. Em um eventual cenário muito ajustado, será necessário aguardar a contagem definitiva dos votos.

A contagem definitiva, por sua vez, começa apenas 48 horas após a votação. É ela que define legalmente quem será o novo presidente. As condições para que tudo isso aconteça são muitas e esse não é o cenário habitual, mas, diante da excepcionalidade desta eleição, não é inimaginável.

Uma eventual espera pela contagem definitiva também poderia ampliar a instabilidade. Em um país sob crescente inflação e risco de desvalorização do peso, a indefinição sobre o próximo presidente tem o potencial de trazer ainda mais dúvidas ao “mercado” e à população.

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