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Em crise, Chile desiste de sediar encontro de líderes e reunião do clima

Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico aconteceria em Santiago nos dias 16 e 17 de novembro e reunião do clima COP-25 entre 2 e 13 de dezembro

Manifestação em Valparaíso, no Chile, em 27 de outubro de 2019. Foto: Raul Goycoolea/AFP
Manifestação em Valparaíso, no Chile, em 27 de outubro de 2019. Foto: Raul Goycoolea/AFP

O Chile cancelou a organização do encontro de cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (APEC) e a reunião do clima COP-25, que aconteceriam no fim do ano em Santiago, em consequência da crise social, anunciou o presidente Sebastián Piñera nesta quarta-feira 30.

“Nosso governo, com profunda dor, porque esta é uma dor para o Chile, decidiu não realizar a reunião da APEC (…) tampouco a reunião da COP-25”, disse o presidente. O encontro comercial aconteceria em Santiago nos dias 16 e 17 de novembro, enquanto a reunião do clima seria entre 2 e 13 de dezembro.

Cercado pela maior crise social desde o retorno à democracia no país, em 1990, o presidente de direita disse que precisa se dedicar totalmente à restauração da ordem pública, promovendo uma agenda social que responda às demandas das ruas e sustentando um amplo diálogo com a sociedade e o mundo político.

“Esta foi uma decisão muito difícil. Uma decisão que nos causa muita dor, porque entendemos perfeitamente a importância da APEC e da COP para o Chile e para o mundo”, afirmou o presidente.

Mas “baseamos nossa decisão em um sábio princípio de bom senso: quando um pai tem problemas, sempre tem que privilegiar sua família em detrimento de outras opções. Como uma presidente, que sempre tem que colocar seus próprios compatriotas acima de qualquer outra consideração”, explicou.

Programada para 16 e 17 de novembro, a APEC de Santiago era vista como o palco em que os governos da China e dos Estados Unidos poderiam assinar um acordo que encerraria sua guerra comercial.

Para a COP-25, esperava-se a presença em Santiago de cerca de 25 mil delegados, juntamente com a ativista sueca Greta Thunberg, para pressionar por medidas mais ambiciosas para reduzir as emissões de carbono que causam o aquecimento global.

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