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Da YPF à TV Pública: o que Milei diz que privatizará após assumir a Presidência da Argentina

O ultradireitista garantiu que ‘o que puder’ ficar nas mãos do setor privado ficará

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei. Foto: Luis Robayo/AFP
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O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, confirmou nesta segunda-feira 20 seus planos de privatização. Os primeiros anúncios sobre o futuro governo ocorreram em entrevistas a rádios do país.

Milei garantiu que “o que puder” ficar nas mãos do setor privado ficará.

Na agenda do ultradireitista está a privatização da empresa estatal de exploração e refino de petróleo, a YPF, e das empresas públicas de comunicação.

A petroquímica foi nacionalizada em 2012, durante a gestão de Cristina Kirchner. O presidente eleito afirmou que seria preciso “reconstruí-la” e recuperar seu valor.

“Na transição em que estamos pensando na questão energética, a YPF e a Enarsa [Energía Argentina Sociedad Anónima] têm um papel. Desde que essas estruturas sejam racionalizadas, elas serão colocadas para criar valor para poderem ser vendidas de uma forma muito benéfica para os argentinos”, disse Milei.

Em uma das entrevistas, ele aproveitou para criticar a Televisión Pública, acusando a emissora de ter se transformado em um “mecanismo de propaganda” durante o governo de Alberto Fernández.

“Setenta e cinco por cento do que foi dito sobre nosso lado foi de maneira negativa, com mentiras e apoiando a ‘campanha do medo’. Não vou aderir a essas práticas de ter um Ministério da Propaganda”, alegou.

“A TV Pública tem de ser privatizada. Tudo o que pode ficar nas mãos do setor privado, ficará nas mãos do setor privado. Rádio Nacional e [Agência] Télam? Sim, em mãos privadas. Com certeza.”

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