Assessor de Trump sugere reconhecimento de Biden e fala sobre transição leve

Robert O'Brien disse que o presidente eleito e sua vice Kamala Harris têm 'pessoas muito profissionais'

Créditos: JEFF KOWALSKY / AFP

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Mundo

O assessor de segurança nacional dos Estados Unidos prometeu nesta segunda-feira 16 uma transição suave para a equipe do presidente eleito, Joe Biden, e esteve perto de reconhecer a derrota de Donald Trump.

 

 

 

Robert O’Brien, que coordena todos os assuntos de segurança nacional na Casa Branca, disse que os Estados Unidos tiveram “transições pacíficas e bem-sucedidas mesmo durante os períodos mais conflituosos”.

“Se a fórmula Biden / Harris for a vencedora e, obviamente, as coisas parecem assim agora, teremos uma transição muito profissional do Conselho de Segurança Nacional. Não há dúvida sobre isso”, disse ele.

Em tom magnânimo, normal após cada eleição americana, mas não demonstrado por Trump até agora, O’Brien disse que Biden e a vice-presidente eleita Kamala Harris têm “pessoas muito profissionais” capazes de assumir a tarefa, acrescentando que irá se manter calado depois que o novo governo assumir, em 20 de janeiro. “Eles merecem ter tempo para entrar e implementar suas políticas. Poderíamos ter divergências”, disse.

Quase duas semanas após a eleição, Trump insiste que venceu e faz acusações infundadas de fraude, apesar do fato de Biden ter assumido uma liderança irrecuperável em estados-chave e tê-lo superado amplamente em números no voto popular.

A Administração de Serviços Gerais, que controla a burocracia federal, recusou-se a validar a vitória de Biden e negou-lhe acesso a relatórios secretos e recursos para a transição.

O’Brien, um advogado republicano que cuidou de incidentes com reféns, pareceu reconhecer os resultados das eleições ao falar sobre os esforços para libertar Austin Tice, fotojornalista americano que desapareceu na Síria. “Estamos fazendo tudo que podemos para trazer Austin de volta”, disse. “O presidente gostaria de vê-lo retornar antes de deixar o cargo.”

Um funcionário dos EUA fez uma visita incomum a Damasco em agosto em busca de informações sobre Tice, sobre o qual há poucas informações desde a sua prisão, em 14 de agosto de 2012.

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