Justiça

TSE: prefeito e vice de Água Preta, em Pernambuco, são cassados por compra de votos

Pela decisão, a dupla também ficará inelegível por oito anos

Água Preta: o prefeito Noelino Magalhães de Oliveira Lyra e o vice Teodorino Alves Cavalcanti Neto, cassados pelo TSE. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Apoie Siga-nos no

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou os mandatos de Noelino Magalhães de Oliveira Lyra (PSB) e Teodorino Alves Cavalcanti Neto (PSB), prefeito e vice-prefeito da cidade de Água Preta, no Pernambuco. A decisão foi proferida na noite desta quinta-feira 23.

A Corte declarou a dupla inelegível por oito anos pela prática de abuso de poder econômico e compra de votos durante a campanha eleitoral de 2020. Com a decisão, devem ser convocadas novas eleições para os cargos. 

A decisão desta quinta reverte o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, que havia rejeitado o pedido de cassação por entender que não foram apresentadas provas robustas sobre os delitos eleitorais apontados. 

Para o relator do caso no TSE, ministro Raul Araújo, as provas documentais e testemunhais trouxeram indícios claros da realização de práticas irregulares cometidas pela chapa. Ele apontou elementos como as conexões com grupo empresarial, distribuição gratuita de atendimento médico à população com finalidade eleitoral e uso excessivo de recursos financeiros.

“Verificou-se uma conexão indissociável entre o candidato que encabeçou a chapa majoritária e o grupo empresarial que carrega seu nome de urna, objetivando utilizar uma série de ações benéficas para a população local como meio de obter vantagem eleitoral”, concluiu o ministro Raul Araújo.

Os políticos não comentaram a decisão.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo