Justiça

Empresa que ameaçou cortes em caso de vitória de Lula é condenada por assédio eleitoral

Indenização por danos morais no valor de 1,5 milhão foi determinada pela Justiça do Trabalho

Gilson Lari Trennepohl, dono da Stara, condenada por assédio eleitoral. Foto: Divulgação
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O Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul firmou um acordo de indenização com a empresa Stara Indústria de Implementos Agrícolas por danos morais contra seus trabalhadores causados durante campanha eleitoral de 2022. A informação é da Istoé. 

O valor do acordo, fixado em 1,5 milhão de reais, aconteceu em decorrência de uma ameaça feita pela empresa contra seus funcionários caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse eleito como presidente da República. 

Segundo um comunicado enviado pela empresa aos seus trabalhadores, haveria um corte de 30% de orçamento no caso da vitória do petista. 

O MPT-RS entendeu ter ocorrido assédio e coação eleitoral contra os empregados, uma vez que a empresa tentou direcionar os votos de seus trabalhadores para o concorrente de Lula, Jair Bolsonaro (PL). 

Um dos proprietários da empresa, Gilson Lari Trennepohl, é publicamente um apoiador do ex-capitão. 

Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral, ele foi responsável por uma doação de 350 mil reais para a campanha do ex-presidente. 

O acordo firmado nesta sexta prevê, ainda, que a empresa divulgue, durante as eleições de 2024 e 2026, comunicados ressaltando o direito constitucional do voto e do livre exercício da cidadania. 

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