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Costa do Marfim

Oposição invade a casa do presidente da Costa do Marfim

por Redação Carta Capital — publicado 06/04/2011 10h57, última modificação 06/04/2011 10h57
Aliados de Gbagbo descreveram a movimentação em torno da residência presidencial como uma tentativa de assassinato, mas os invasores receberam ordem para não matá-lo

As forças de oposição ao presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, atacaram a residência presidencial, localizada na cidade de Abidjan, na manhã desta quarta-feira 6. Gbagbo e sua família estão em um abrigo dentro da própria residência presidencial.

Os opositores são liderados por Alassane Ouattara, reconhecido pela Comissão Eleitoral do país e pela Organização das Nações Unidas (ONU) como vencedor da eleição presidencial promovida em novembro de 2010. Mas Gbagbo se recusa a reconhecer a derrota e a deixar o cargo, afirmando que houve fraude nas eleições.

Gbagbo chegou a negociar com representantes da ONU os termos de sua saída da Presidência. As negociações foram suspensas após Gbagbo negar que renunciaria. Os confrontos foram retomados.

Aliados de Gbagbo descreveram a movimentação em torno da residência presidencial como uma tentativa de assassinato, mas os invasores receberam ordem para não matá-lo.

Comandantes leais a Ouattara indicaram que só aceitarão a rendição de Gbagbo se ela for incondicional.
Segundo o comandante das forças de paz da ONU no país, Alain Le Roy, a decisão de atacar foi tomada com base em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que autoriza esse tipo de ação.

A organização anunciou que enviará à Costa do Marfim um representante para investigar um massacre de centenas de civis na cidade de Duekoue, no Oeste do país, na semana passada. Simpatizantes de Ouattara e de Gbagbo acusam-se mutuamente pelas mortes. Segundo o Comitê da Cruz Vermelha Internacional, pelo menos 800 pessoas foram mortas.

A crise na Costa do Marfim começou há mais de quatro meses, na sequência das eleições presidenciais de 28 de novembro. Ouattara foi reconhecido como presidente eleito pela maioria da comunidade internacional, mas Gbagbo recusa ceder o poder a ele.

Com informações da Agência Brasil

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