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Juíza francesa pede permissão aos EUA para fazer investigação em Guantánamo

por AFP — publicado 17/01/2012 10h20, última modificação 17/01/2012 11h03
Sophie Clement, que investiga as acusações de tortura e atos de barbárie apresentados por três ex-detidos franceses, pede para “proceder a todas as constatações materiais úteis na base americana da baía de Guantánamo”.

PARIS (AFP) - Uma juíza francesa, que tem em seu poder as denúncias de três ex-detidos franceses da prisão de Guantánamo, pediu às autoridades americanas permissão para investigar no local, segundo um documento consultado nesta terça-feira pela AFP.

Em uma Comissão Rogatória Internacional (CRI) datada de 2 de janeiro, a juíza Sophie Clement, que investiga as acusações de tortura e atos de barbárie apresentados por três ex-detidos franceses, pede para "proceder a todas as constatações materiais úteis na base americana da baía de Guantánamo".

A juíza pede às autoridades americanas permissão para "tomar conhecimento e fazer cópia de todos os documentos em seu poder" relativos a Murad Benchellali, Nizar Sasssi e Jale Ben Mustafa, os três ex-presos franceses.

A juíza pede, em particular, os documentos "relativos às condições de sua detenção, de sua transferência e seu encarceramento em um campo militar em Kandahar (Afeganistão), e sua posterior transferência e detenção na base americana de Guantánamo".

A juíza investiga desde 2005 supostos episódios de sequestro e detenção arbitrária, e, em 2009, obteve a autorização de incluir na investigação eventuais atos de tortura e barbárie.

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