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Itália decide em referendo se aceita energia nuclear

por Redação Carta Capital — publicado 02/06/2011 14h21, última modificação 02/06/2011 14h21
Consulta popular é mais um revés para o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que havia suspendido a construção de novas instalações após incidentes em Fukushima, mas tinha planos de retomá-las

Apenas três dias após sofrer derrotas importantes nas eleições para prefeito em Milão e Nápoles, Silvio Berlusconi enfrentou outro revés. Os planos do primeiro-ministro italiano para as instalações de energia nuclear no país precisarão passar pelo crivo da população em um referendo nos dias 12 e 13 de junho. O povo vai decidir se quer ou não essa matriz energética em seu território.

O governo do premiê havia tentado evitar a consulta aprovando um decreto de lei que suspendia o programa de construção de novos reatores por dois anos. A medida foi tomada após o acidente de Fukushima e interrompeu os planos para a construção de quatro estações. Porém, a ação seria apenas um artifício até que a opinião pública voltasse a se sentir mais confortável com essa fonte de energia, possibilitando assim a retomada dos investimentos no setor.

No entanto, a oposição pediu ao Supremo Tribunal que os cidadãos fossem consultados sobre a mudança na legislação. O referendo também traz outros pontos a serem aprovados, como a privatização da gestão dos aquedutos e recursos hídricos. Para que tenham valor, as medidas propostas devem alcançar 50% mais um voto do total de eleitores aptos a participarem da consulta.

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