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Alemanha

"Devemos presumir que foi um ataque terrorista em Berlim", diz Merkel

por Deutsche Welle publicado 20/12/2016 10h16, última modificação 20/12/2016 17h30
Caminhão avançou sobre feira de Natal na capital alemã. Há 12 vítimas fatais e dezenas de feridos
Tobias Schwarz/AFP
Berlim

Merkel: "Seria difícil de suportar que a ação foi cometida por uma pessoa que pediu asilo à Alemanha"

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta terça-feira 20 que, considerando o que se sabe até o momento, deve-se presumir que o atropelamento de pessoas em uma feira de Natal em Berlim foi um atentado terrorista.

"Devemos presumir que foi um ataque terrorista", afirmou a chefe de governo alemã em Berlim.

Por volta das 20h (horário local) da segunda-feira, uma carreta avançou cerca de 80 metros sobre uma feira de Natal no bairro Charlottenburg, em Berlim, atropelando consumidores e destruindo barracas. Ao menos 12 pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas, algumas em estado grave.

"Para muitos de nós, seria especialmente difícil de suportar, caso isso se confirme, que a ação foi cometida por uma pessoa que pediu proteção e asilo à Alemanha", disse Merkel.

"Isso seria especialmente revoltante para os muitos alemães que, todos os dias, estão envolvidos na ajuda aos refugiados, e para as muitas pessoas que realmente precisam de nossa proteção e se esforçam para se integrar em nosso país", continuou a chanceler.

Um suspeito foi detido, mas a polícia alemã o liberou na tarde desta terça-feira após interrogatório e averiguações de autoridades. Refugiado paquistanês de 23 anos, o suspeito havia sido capturado a dois quilômetros da feira de Natal e alegava inocência.

Merkel qualificou o ataque de "uma ação cruel e inconcebível" e garantiu que os alemães não vão abrir mão de suas feiras de Natal. "Não queremos viver paralisados pelo medo do mal", ressaltou.

"Ainda que pareça difícil nesta hora, encontraremos a força para viver a vida que queremos viver na Alemanha: livres, unidos e com tolerância."

A chanceler disse ter convocado uma reunião com as principais autoridades de segurança do país, incluindo chefes de serviços de informação, para discutir a situação atual e possíveis consequências. Ela afirmou que as autoridades estão empenhadas em esclarecer todos os detalhes e que os responsáveis por ele serão punidos "com todo o rigor da lei".

DW

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