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Itália

Condenadas 110 pessoas em megajulgamento contra a máfia

por AFP — publicado 20/11/2011 10h15, última modificação 20/11/2011 10h15
As penas mais importantes foram para dois chefes de famílias mafiosas que operavam na região de Milão, Alessandro Manno, condenado a 16 anos de prisão, e Cosimo Barranca, condenado a 14
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Imagem da polícia mostra o chefão mafioso Domenico Oppedisano. Foto: AFP

Cento e dez pessoas foram condenadas na noite de sábado 19 a penas de até 16 anos de prisão em um megajulgamento em Milão, no norte da Itália, no qual 119 pessoas eram acusadas de pertencer à máfia calabresa, a Ndrangheta.

As penas mais importantes foram para dois chefes de famílias mafiosas que operavam na região de Milão, Alessandro Manno, condenado a 16 anos de prisão, e Cosimo Barranca, condenado a 14.

Pasquale Zappia, considerado o chefe supremo da Ndrangheta na região de Milão, foi condenado a 12 anos de prisão e se irritou com o anúncio do veredicto.

O julgamento encerra uma grande operação realizada pela polícia italiana, a mais importante dos últimos 15 anos, contra a Ndrangheta, em julho de 2010. Na ocasião, a polícia deteve mais de 250 pessoas em todo o território, entre eles Domenico Oppedisano, então com 80 anos, considerado o número um da máfia calabresa.

A investigação demonstrou o alto grau de infiltração da máfia originária da pobre região meridional da Calábria nas regiões prósperas do norte do país, transformadas no "pulmão econômico" da Ndrangheta.

Estas prisões "confirmam que o norte da Itália é o verdadeiro teatro de operações da Ndrangheta", declarou na ocasião o promotor antimáfia Alberto Cisterna.

Estas últimas décadas, a Ndrangheta se tornou a mais importante e temida das quatro organizações do crime na Itália, que incluem a Camorra na região de Nápoles, Cosa Nostra na Sicília e a pequena Sacra Corona Unita (SCU), em Apulia (sudeste).

 

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