Uma análise da pesquisa Datafolha, por Coronel Siqueira

'Os resultados diferem muito das pesquisas sérias que faço nos meus grupos de zap (Cristãos pela tortura, Ditadura Bolsonarista, etc)'

Fotos: Divulgação e Sergio Lima/AFP

Fotos: Divulgação e Sergio Lima/AFP

Humor

Ontem, para surpresa de todos, o Brasil tomou conhecimento da última pesquisa presidencial. É claro que nós, bolsonaristas, não precisamos desse tipo de ferramenta e muito menos acreditamos nos resultados quando estes não nos interessam, mas não deixa de ser curioso ver o que os números revelam. É claro que são pesquisas com muito pouco valor estatístico, cujos resultados obviamente diferem muito das pesquisas sérias que eu costumo fazer nos meus grupos de zap (“Cristãos pela tortura”, “Ditadura Bolsonarista”, etc).

Dito isso, deixemos de prolegômenos e vamos aos dados:

 

 

1. Lula – 41%

Fake news. Tenho provas (recebi pelo zap – grupo “Eu odeio o PT”) de que ele vendeu uma das Ferraris de ouro do filho para aparecer com esta porcentagem na pesquisa. Qualquer criança sabe que Lula jamais, em momento algum da história, se elegeria presidente do Brasil.

Não tem absolutamente nenhuma chance de vitória. Se por acaso tiver, a gente chama o Palocci e ele conta uma história qualquer, tipo que o Lula queimou uma igreja num ritual satânico. Se isso falhar, a gente importa o Moro de volta pra ele prender o Lula de novo. Aquela história dos pedalinhos ainda está muito mal contada!

2. Bolsonaro – 23%

Outro dado falso. O correto é 230%, incluindo os robôs e os falecidos que vão votar em 2022 no mito. É oficialmente considerado o presidente mais honesto do mundo (fonte: grupo de zap “Bolsonaro 2022”), e o eleitor brasileiro certamente saberá valorizar isso nas urnas. Não conheço um eleitor do Bolsonaro que esteja arrependido. Pelo contrário, já iniciamos a campanha para 2022. É o melhor presidente de todos os tempos!

3. Sérgio Moro – 7%

O ex-juiz (parcial), ex-ministro, ex-herói nacional e amante da música de Edite Piá aparece com uma pequena pontuação na pesquisa, enterrando seus sonhos de outrora, quando se via como um candidato imbatível ao Planalto, fortemente resguardado pela grande imprensa. Infelizmente a população parece não ter gostado muito do fato de ele ter ajudado a dizimar a economia brasileira, transformar o Poder Judiciário num circo e destruir milhões de empregos com a Lava Jato. Sua total falta de carisma também é um ponto contra. Sua imensa dificuldade com a língua portuguesa também deve atrapalhar muito nos debates.

Felizmente ele já nem vive no Brasil – já se mudou para os Estados Unidos, o país que mais se beneficiou com sua meteórica carreira de juiz.

4. Ciro Gomes – 6%

Saindo do eterno 12% para o lado errado, o serelepe Ciro Gomes foi mais um que teve um resultado aquém do esperado. Sua estratégia de apontar sua metralhadora giratória para todos os lados infelizmente não se mostrou efetiva, ficando apenas com 6% das intenções de voto. Sua base fiel passa o dia inteiro – tal qual Testemunhas de Jeová – tentando com que você leia o tal Plano Nacional, uma espécie de carta de intenções do candidato.

Caso não consiga o milagre de ganhar o segundo turno sem passar pelo primeiro, sempre há a hipótese de ir para Paris dar uma esfriada na cabeça, caso a Europa já esteja aceitando brasileiros no ano que vem. Se não estiver, outras opções são Pariconha (AL), Parisi (SP) ou Paripiranga (BA).

5. Luciano Huck – 4%

Luciano Huck? Presidente? Como assim? Mas por quê?

E quem são os 4% de brasileiros que acham que ele na Presidência realmente seria uma boa ideia? Onde moram? O que comem? Como se reproduzem?

A única explicação: loucura, loucura, loucura.

6. João Doria – 3%

João Doria, o poodle humano, é o rei do marketing. Foi o maior apoiador do Bolsonaro quando isso era considerado cool e atualmente é o seu maior crítico, porque as modas vêm e vão, e Doria tenta surfar nelas do jeito que pode.

Considerando a quantidade de propaganda investida, o resultado é um grande fracasso. Doria fala muito e faz muito pouco. Falou que ia vacinar o brasil e não vacinou. Falou que ia acelerar e não acelerou. Como não conseguiu colar em si mesmo a estampa do “pai da vacina”, deve desistir de tentar a Presidência e tentar a reeleição para o governo de São Paulo, estado que elegeria até Lúcifer ou um serial killer assumido caso fossem filiados ao PSDB, num caso de Síndrome de Estocolmo coletiva que intriga toda a ciência mundial.

7. Mandetta – 2%

Mais uma tentativa desesperada dos Frenteamplers para inventar um nome viável para a “terceira via” – e provavelmente mais um grande fracasso.

Ex-ministro da Saúde do atual governo, Mandetta tentou acabar com o Mais Médicos, desmontar o SUS e apoiar incondicionalmente Bolsonaro, mas curiosamente ficou famoso por apoiar o Mais Médicos, defender o SUS e ser contra Bolsonaro, numa incrível estratégia de rebranding apoiada por toda a grande imprensa.

Se o Brasil fosse composto apenas por jornalistas de direita, Mandetta já estaria eleito. Como não é, tem pífios 2% das intenções de votos.

8. João Amoêdo – 2%

Grande defensor da meritocracia, Amoêdo parece não ter se esforçado o suficiente para conquistar seus sonhos – basta ver seu pequeno resultado nas pesquisas.

No entanto, se ele trabalhar 50 vezes mais pode vencer a eleição com 100%. Depende apenas dele!

Trabalhe enquanto eles dormem, faça campanha enquanto eles almoçam, grave programa enquanto eles tomam banho! Acredite em si mesmo e mude seu mindset, Amoêdo! Não dependa dos outros, sua vitória está dentro de você!

9. Brancos – 9%

Apenas 9% dos brasileiros afirmam que vão votar em branco, o que demonstra uma grande chaga da ditadura do politicamente correto no brasil: a brancofobia, uma questão urgente que deve ser debatida o mais rápido possível, ao lado da heterofobia, da cristofobia e do movimento “Vidas Ricas Importam”.

10. Não sabem – 4%

Indecisos compulsivos? Librianos? Ou apenas pessoas exercendo o seu direito de não saber de nada? Como já dizia Winston Churchill, “só sei que nada sei”.

 

Conclusão:

Os resultados são claros: diante do magnânimo governo e da figura carismática e brincalhona de Jair Bolsonaro, os dados mostram claramente que ele será reeleito em 2022, abrindo uma nova era de prosperidade e alegria para toda a nação, cristalizando o antigo polemista do Superpop no maior estadista de toda a história mundial.

É claro que há pequenos detalhes negativos em seu governo: quase meio milhão de mortos por Covid, a negativa da compra das vacinas, a economia no subsolo, recorde de desemprego etc., mas nada disso conta perto do que é realmente importante para o cidadão brasileiro: as lutas contra o comunismo, contra o método Paulo Freire e contra a obrigatoriedade da mudança de sexo para bebês de colo!

 

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Cidadão de bem, patriota, viúvo, cristão, conservador, hétero convicto, de ascendência europeia. Adoro lasanha e frutas cristalizadas.

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