Weintraub faz piada com episódio de droga em avião e cita Lula e Dilma

Ao tirar onda com o caso, ele minimiza gravidade da cocaína em avião da FAB e prova que é o ministro mais sem noção do governo Bolsonaro

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Educação

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, se manifestou em seu perfil no Twitter sobre o caso do militar que foi detido por suspeita de tráfico de drogas na Espanha por transportar 39kg de cocaína em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), que integrava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro. O comentário aumenta a lista de “pérolas” que Weintraub tem soltado nas redes desde que assumiu o cargo. Falas que o qualificam como o ministro mais sem noção do governo Bolsonaro.

 

“No passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”, escreveu o ministro, claramente minimizando a gravidade do fato e, mais uma vez, atrelando-o a figuras petistas.

A publicação foi precedida de outra, em que o ministro também relativiza o fato e o polariza com os petistas.

Esta não é a primeira vez que o ministro da Educação exagera em chavões para rebater fatos que chegam ao conhecimento da opinião pública. Quem não se lembra de Weintraub ao som de “Singing in The Rain”, com um guarda-chuva nas mãos, dizendo que estava chovendo fake news no MEC? A estratégia foi usada para tentar desmentir que o contingenciamento de verbas feito pelo ministério impactaria na reconstrução do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

Não ficam de fora da lista os “chocolatinhos” partilhados pelo ministro e o presidente Bolsonaro na tentativa de explicar a origem do corte orçamentário de 30% imposto pela pasta às universidades e institutos federais. Na ocasião, Weintraub espalhou cem unidades de chocolates sobre a mesa, tirou três deles do bolo e comparou o corte no MEC a uma ‘separação’: “Estou pedindo para que se coma esses três chocolatinhos e meio depois, em setembro, só isso. Isso é segurar um pouco. E agora ficam espalhando que a gente fica fechando tudo”, disse.

Em outra gafe, o ministro cometeu um ato falho ao confundir o escritor Franz Kafka com o prato árabe cafta. Weintraub falava aos senadores na Comissão de Educação sobre as sanções administrativas que sofrera na Unifesp, onde dava aulas de Economia, quando fez a confusão.

“Eu sofri na pele um processo inquisitorial. E fui inocentado. Durante oito meses eu fui investigado, processado e julgado num processo inquisitorial e sigiloso. Que eu saiba, só a Gestapo fazia isso. Ou no livro do cafta ou na Gestapo”, disse, criticando a falta de acesso ao caso. Relembre o momento da gafe no vídeo:

 

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Repórter do site CartaEducação

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