Educação

Sindicato de professores de SP não descarta greve contra volta às aulas em fevereiro

‘Chocante demonstração de falta de empatia e descompromisso com a saúde e a vida dos profissionais da educação’, diz a Apeoesp

Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
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O Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) criticou a defesa da volta às aulas obrigatória em 1º de fevereiro feita pelo secretário estadual de Educação, Rossieli Soares. Para a Aepoesp, que não descarta a convocação de uma greve, o secretário se “comporta, reiteradamente, de forma injustificável no tema”.

“No momento em que as autoridades sanitárias demonstram enorme preocupação com o recrudescimento da contaminação pelo novo coronavírus e que uma nova variante desse vírus, ainda mais contagiosa, se dissemina pela Europa e outras regiões – inclusive no Brasil – determinar que as aulas presenciais voltem obrigatoriamente em 1 de fevereiro é uma chocante demonstração de falta de empatia e descompromisso com a saúde e a vida dos profissionais da educação, dos estudantes e de suas famílias”, diz um trecho do comunicado.

“Na Inglaterra, o governo conservador decidiu fechar novamente as escolas. Aqui, o governo do PSDB quer reabri-las”, acrescenta o sindicato.

A Apeoesp questiona o fato de o secretário mirar a reunião do Conselho Estadual de Educação, prevista para o dia 13 de janeiro, e a possível deliberação sobre o tema. “O que pretende provar? Que ele ‘manda”? Que não se dobra? Que não ouve as vozes do bom senso porque elas partem do sindicato? Uma queda de braço com a Apeoesp é mais importante do que evitar uma nova e grande onda de contágios?”, pergunta.

O sindicato, que não descarta a possibilidade de instaurar uma greve caso o retorno compulsório seja aprovado na rede estadual, cobra que as atividades se mantenham de modo remoto até que os profissionais da educação sejam vacinados e que sejam estabelecidas condições estruturais mínimas para a garantia dos protocolos sanitários.

“Não faz nenhum sentido colocar em risco milhões de pessoas em ambientes inadequados e mal estruturados para este momento”, finaliza a Apeoesp.

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