Educação

Questões do Enem sobre o agro foram elaboradas pelo seu governo, diz ministro a deputado bolsonarista

Camilo Santana (PT) foi à Câmara nesta quarta-feira 22 para prestar esclarecimentos sobre a prova

O ministro da Educação, Camilo Santana. Foto: Luis Fortes/MEC
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O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), rebateu novamente as acusações de que a elaboração das questões do Exame Nacional do Ensino Médio de 2023 teria um “teor ideológico” sob o governo Lula (PT). 

A declaração foi concedida nesta quarta-feira 22, durante audiência em três comissões da Câmara dos Deputados.

“A comissão que elaborou esta prova foi na comissão do seu governo. Os professores foram selecionados em 2020, os itens foram criados em 2021 e, portanto, foi o seu governo que elaborou essas questões“, afirmou Santana, em resposta ao deputado federal Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP). 

A crítica dizia respeito à questão 89, sobre como “o modelo capitalista subordina homens e mulheres à lógica do mercado”. 

Logo após o Enem, a Frente Parlamentar da Agropecuária pediu a anulação de três questões (89, 70 e 71), sob a alegação de que elas teriam sido formuladas a partir de “cunho ideológico e sem critério científico ou acadêmico”.

“Quero dizer que no Enem não há menor interferência do Ministério da Educação deste governo”, reforçou Santana. “Não houve qualquer interferência. Todos os estudantes são livres para pensar da forma que querem pensar. O que o Enem avalia é a interpretação de texto.”

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