Paródia de campanha do Enem viraliza nas redes sociais: “Você que lute”

Jovem questiona campanha do Inep que pede a estudantes que se reinventem e estudem para as provas do Enem, em meio à pandemia

Créditos: Reprodução/Redes Sociais

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Educação

Uma paródia à campanha do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) viralizou esta semana na internet. Uma usuária do Twitter, que tem um perfil na rede chamado “Gatilho Chicekn Little”, fez uma interpretação crítica ao conteúdo divulgado na página oficial do Inep.

“E se uma geração inteira morresse por conta de um vírus? E daí? Pais, avós, médicos, professores, advogados, todos eles iriam para o mesmo lugar. Não seria o melhor pro nosso País?”, critica. “As mortes não vão parar. É preciso ir à luta, se reinventar. Dias piores virão”, acrescenta.

“É por isso que eu quero fazer o Enem este ano, pra entrar numa universidade. Afinal, todo mundo tem uma internet como a minha e faz cursinho online. Você que lute! Eu quero mais é que se exploda. Estuda aí como você conseguir. Tem livro, enciclopédia, ou você pode fazer como o ‘mito’, tirar coisas da própria cabeça e tomar como verdade”.

Ao final da vídeo, a garota fala sobre as datas de inscrição do Enem, que vão de 11 a 22 de maio no site do Inep. As datas foram mantidas pelo MEC, bem como o calendário da prova, mesmo diante à pandemia do coronavírus. “As provas serão no final do ano. Até lá, se vira. O seu futuro já está fodido”, finaliza.


O vídeo rebate todos os argumentos utilizados pelo MEC para manter a prova do Enem este ano. Na campanha oficial, um garoto jovem questiona: “E se uma geração de novos profissionais fosse perdida? Médicos, enfermeiros, engenheiros, professores. Seria o melhor pro nosso país? A vida não pode parar. É preciso ir à luta, se reinventar, se superar”.

 

Ele é seguido por uma garota, que diz: “Estude, de qualquer lugar, de diferentes formas, pelos livros, internet, com a ajuda a distância dos professores”.

A campanha teve forte reação negativa por não dialogar com a realidade dos estudantes do País. As dificuldades vão desde ter acesso à internet e computador, ou mesmo adquirir livros, já que todas as escolas estão fechadas pela disseminação do coronavírus. Entidades de educação pedem o adiamento da prova como forma de não prejudicar os estudantes que não têm a mesma oportunidade de estudar.

O MEC, no entanto, apenas modificou o calendário do Enem Digital para os dias para 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa permanece prevista para 1 e 8 de novembro.

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Repórter do site CartaEducação

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