“Não deveria ter diploma”, diz Weintraub sobre alunos que forem mal no Enade

Durante coletiva sobre o Enade 2018, ministro diz que estuda maneiras de punir estudantes que acertarem menos de 10% das questões

Ex-ministro da Edução Abraham Weintraub. Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ex-ministro da Edução Abraham Weintraub. Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Educação

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, declarou que estuda possibilidades de punir estudantes do Ensino Superior que tiverem notas baixas no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) que avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação.

“Uma pessoa que faz a prova e não consegue acertar, ou acerta 10% das questões, eu acho que essa pessoa não deveria se formar. Não deveria ter o diploma”, declarou durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira 4, para apresentar os resultados do exame realizado em 2018.

Sobre as punições, o ministro declarou: “A gente tem uma série de sugestões, mas não vamos fazer nada a fórceps. Vamos fazer no diálogo, na conversa. Tem que passar pelo Congresso (Nacional)”. Weintraub diz acreditar que o estudante que acerta menos de 20% das questões da prova atuou para “sabotar” o exame.

“Eu realmente acho que quem faz entre 0% e 20% foi sabotar. Fez a prova fazendo graça. É ruim pra sociedade porque a gente não tem um bom termômetro da temperatura do ensino superior”, colocou.

Segundo Weintraub isso se dá pela atual legislação, que coloca que o aluno que não presta o exame fica impedido de colar grau. A punição, em seu entendimento, faria com que o estudante se sentisse obrigado a realizar a prova, mas abriria brechas para que ele não a realizasse “a sério”.

Ele também disse que uma maneira de incentivar os alunos a irem bem no exame seria divulgar o desempenho dos alunos que foram bem na prova sem revelar as notas, o que é atualmente proibido. A ideia seria fazer uma divulgação por faixas de desempenho. Para Weintraub isso faria com que os estudantes se sentissem estimulados a participar da prova e realizá-la, uma vez que eles poderiam, em tese, usar essa divulgação como vantagem competitiva em seus currículos.

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