Educação

MEC considera ‘reality show’ para atrair investidores às universidades

A pasta ainda falou em uma espécie de Criança Esperança para obter recurso às pesquisas e uma cadeia Ibis de alojamento estudantil

O Ministério da Educação planeja retirar a necessidade que empresas juniores e universidades tenham que passar por licitações públicas para serem contratadas pelo Poder Público. A alteração está contemplada no Future-se, projeto de financiamento para as universidades federais que a pasta vai encaminhar ao Congresso. As informações são do O Globo.

Hoje, para serem contratadas pelos governos federal, estadual e municipal essas instituições precisam vencer licitações. “Queremos que tudo que é contratado de empresas juniores e universidades seja dispensado de licitação por notório saber. Isso ajudará muito na obtenção de receitas próprias”, declarou à reportagem o secretário de Ensino Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Junior. A defesa é de que a liberação facilitaria a captação própria de recursos.

 

“As empresas juniores são vinculadas a instituições de ensino e não têm fins lucrativos, sendo tocadas por graduandos com supervisão de professores. Para aproximá-las de financiadores, o MEC quer criar uma espécie de “Tinder das empresas juniores”, acrescentou Lima Junior.

Conforme o secretário declarou à reportagem, há 22 mil envolvidos em empresas juniores no país. A ideia é fazer do segmento uma instância de consulta no Future-se e, de forma geral, na secretaria de Educação Superior da pasta. Já as universidades estariam aptas a prestar todo o tipo de serviço demandado pelo Poder Público, como consultorias, sem o embaraço das licitações.

A pasta também citou a ideia de criar uma espécie de “Criança Esperança” para estimular doações a universidades federais, com a busca ativa de ex-alunos. A ideia seria a de aproximar as pesquisas e as pessoas envolvidas, com suas histórias de vida, de potenciais doadores. Também está nos planos do MEC a criação de uma espécie de reality show para selecionar projetos e empresas juniores a serem beneficiadas.

Ainda sobre as possíveis parcerias com o setor privado para rentabilizar as universidades, o secretário falou sobre a possibilidade de atrair investidores em uma cadeia “Ibis” para alojamento estudantil.

O MEC ainda não anunciou se o Future-se será encaminhado via Projeto de Lei ou Medida Provisória, conforme anunciado recentemente. Segundo o secretário de Ensino Superior, 17 das 63 universidades federais já aderiram ao Programa.

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