Educação

Greve na educação: como o PT pretende mediar as conversas entre servidores e o governo federal

Greve completou 50 dias com idas e vindas nas tratativas com o governo. Dirigentes petistas devem procurar ministros para buscar uma solução ao impasse

Créditos: Divulgação Andes
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Na tentativa de mediar as negociações pelo fim da greve dos servidores federais da educação, o PT decidiu criar, em reunião da Executiva Nacional nesta quarta-feira 5, uma comissão para discutir o tema com o presidente Lula e ministros do governo.

A deliberação atendeu os pedidos de sindicatos da categoria. No início da semana, mais de 100 professores filiados à legenda solicitaram que a presidenta do PT, Gleisi Hoffman (PR), levasse o tema às instâncias partidárias com urgência. “A situação, portanto, é profundamente preocupante para o futuro do governo, do partido e do movimento sindical docente”, dizia a carta.

Para os próximos dias, apurou CartaCapital, a expectativa é que dirigentes partidários procurem os ministros Camilo Santana (Educação) e Esher Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) para discutir um meio-termo à reivindicação dos servidores. Ambos são filiados ao PT, o que poderia facilitar o diálogo, na avaliação de um cacique petista.

Na próxima semana, Lula deve receber reitores das universidades e institutos federais no Palácio do Planalto para tratar da paralisação e das dificuldades orçamentárias das instituições. A greve completou 50 dias na terça-feira 4, um período marcado por idas e vindas nas negociações com o governo federal.

A principal reivindicação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) é o reajuste de 7% no salário-base dos servidores ainda neste ano. Na semana passada, o Ministério da Gestão e da Inovação chegou a fechar um acordo com o Proifes, um dos representantes de professores das UFs e dos IFs.

Nos moldes da pasta chefiada por Dweck, o governo se comprometeu com 9% de reajuste em janeiro de 2025 e 3,6% em maio de 2026, além de um aumento médio de 28% para a reestruturação das carreiras. O arranjo, porém, foi suspenso por ordem da Justiça Federal em Sergipe.

A previsão é que representantes da Andes voltem a se reunir com técnicos do governo federal para uma nova rodada de negociações. Hoje, pelo menos 63 universidades e institutos federais seguem em greve.

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