Educação

Em Itabira (MG), escolas repensam práticas na educação infantil

Projeto da Fundação Vale compreende formação para os profissionais das unidades, além da reformulação de espaços

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“O que tem ficado evidente é a possibilidade de explorar os espaços externos à escola junto com as crianças. É possível vivenciar a aprendizagem do lado de fora, em um parque, por exemplo”. Christiane Reis Silva, monitora da creche José dos Santos Cruz, em Itabira, é uma das profissionais da rede que vem sendo estimulada a repensar suas práticas pedagógicas em sala de aula.

Desde que iniciou o processo, a educadora já planejou uma saída com a turma a um parque próximo da unidade. “É possível trabalhar junto à natureza, ouvir seus sons, trabalhar as texturas, promover brincadeiras, as crianças precisam viver o seu lado infantil”, declara.

A monitora, assim como os profissionais das 18 creches do município, vem trilhando um processo de formação que estimula a reflexão sobre as práticas ofertadas às crianças de 0 a 3 anos. O processo também acontece com 23 unidades de pré-escola do município.

“O foco desta iniciativa é a ambiência na Educação Infantil. A ideia é que eles olhem para o dia a dia com as crianças e reflitam sobre os espaços e ambientes criados  na prática cotidiana”, explica a analista de responsabilidade social da Fundação Vale, Carla Vimercate.

A formação contempla não só os docentes das unidades escolares, como também as equipes de apoio das creches, como merendeiras e funcionários de serviços gerais. “Pautamos questões na perspectiva de desenvolvimento de espaços saudáveis, abordando questões como alimentação, cuidados em geral, além da importância do lúdico e das brincadeiras nesta etapa da vida”, garante a especialista.

O projeto também prevê um diagnóstico da rede municipal de Educação Infantil contemplando cada unidade escolar. A partir deste documento, as escolas poderão repensar seus ambientes quanto à estrutura, materiais e equipamentos. O intuito não é reformá-los, mas avaliá-los a partir do questionamento: “eles são favoráveis à aprendizagem das crianças?”.

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“Entendemos que esses espaços precisam ser planejados e equipados de forma a ofertar oportunidades de desenvolvimento. A Educação Infantil tem especificidades muito próprias, diferente de outras etapas de ensino. É preciso entender a criança como protagonista de seu processo de desenvolvimento e o brincar enquanto direito garantido por lei”, reflete Carla.

A Fundação Vale trabalha com uma lista base de materiais para as unidades escolares que pode contemplar brinquedos educativos, jogos pedagógicos, brinquedos de pátio, livros de literatura infantil, instrumentos musicais, material de saúde e artes, equipamentos multimídia, entre outros. A definição deles é feita com cada unidade depois de visitas técnicas e levantamento das necessidades.

A iniciativa, realizada em parceria com a ONG Solidariedade França-Brasil, segue com a formação dos profissionais até outubro deste ano e com a reformulação dos espaços até o início do ano que vem. “Ao final desse processo, teremos atendido toda a rede de Educação Infantil de Itabira”, atesta Carla. O projeto também já foi realizado no município de Rio Piracicaba, em Minas Gerais.

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