Defensoria pede novo adiamento do Enem: ‘Exame não foi feito em segurança’

Candidatos barrados e lotação das salas motivaram o pedido. Essa é a segunda ação judicial apresentada pelo órgão

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Educação

A Defensoria Pública da União entrou nesta segunda-feira 18 com um pedido para adiar o segundo dia de provas do Enem, marcado para o próximo domingo 24. O primeiro dia do exame foi marcado por um número de faltas histórico, de quase três milhões de candidatos. Além dos alunos que deixaram de comparecer aos locais de prova, muitos não puderam entrar nas salas devido à lotação. 

 

 

 

Este é o segundo pedido feito pela Defensoria Pública à Justiça Federal de São Paulo para adiar a realização do Enem. O primeiro, apresentado no dia 8 de janeiro, foi negado. O órgão recorreu, mas recebeu mais uma negativa, às vésperas do primeiro dia de prova.

A nova ação também solicita o estabelecimento de datas para a reaplicação do exame, em caráter de urgência, para os candidatos que não conseguiram fazer a prova. 

“O exame não foi feito em segurança, dado que salas estiveram lotadas, e não foi sequer planejado em segurança, chegando ao cúmulo de alunos serem barrados na porta, mesmo com abstenção de mais de 50%”, argumenta o defensor João Paulo Dorini em seu pedido.

“Se os réus estivessem evidentemente preocupados com a continuidade de políticas públicas educacionais, como têm defendido em suas últimas petições, tanto o ministro da Educação quanto o presidente do Inep deveriam, no mínimo, lamentar o alto número de abstenções, e não defender que o exame foi um sucesso”, acrescenta Dorini.

 

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Estagiária de CartaCapital

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