Covas autoriza aulas presenciais a partir de 12 de abril, se não prorrogada fase emergencial

Com recuo no número de internações, governo avalia não estender restrições mais duras no estado de São Paulo

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Patrícia Cruz/PSDB

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Patrícia Cruz/PSDB

Educação

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, autorizou a retomada das aulas presenciais na rede pública e privada a partir do dia 12 de abril, desde que não seja prorrogada a fase emergencial no estado. A informação foi publicada nesta quinta-feira 1 no Diário Oficial do Município.

 

 

 

Na cidade, as escolas estão fechadas desde o dia 12 de março, diante o avanço de casos e mortes em decorrência da Covid-19.

Covas afirmou que a reabertura se baseia no fato da educação ter sido elencada como serviço essencial pelas administrações estadual e municipal. O decreto foi publicado no sábado 27 pelo governo estadual.

Na rede estadual foram antecipados os recessos escolares para manterem as aulas presenciais suspensas durante a fase emergencial, prorrogada pelo estado até o dia 11 de abril.

Em coletiva realizada na quarta-feira 31, o secretário de educação do estado, Rossieli Soares, afirmou que as aulas presenciais estão autorizadas pelo estado desde que obedecidas regras como a ocupação máxima de 35%, e autorizadas pelas prefeituras.

Ele ainda explicou que a rede estadual continuará na semana que vem com atividades presenciais para os estudantes “que mais precisam”. “A rede privada está autorizada com todos os cuidados desde que priorize aqueles que mais precisam e observe as regras municipais.”

 

Governo avalia não renovar fase emergencial

O governo de São Paulo avalia não estender a fase emergencial no estado para além do dia 11 de abril, diante um recuo no número de internações nos últimos seis dias nos hospitais da prefeitura e do estado. O número de mortes e doentes em terapia intensiva, no entanto, ainda é recorde.

Na segunda-feira 29, o número total de internados caiu a 0,7%. O número crescia ao ritmo de 2,6% dia entre o período de 6 a 20 de março em todo o estado.

A desaceleração, no entanto, não quer dizer que há menos internados ou mortos, já que a pandemia continua no auge. A questão é que se o número se estabilizar há menos riscos de lotação e colapso do sistema de saúde.

No estado, com base na quarta-feira 31, há 2,4 milhões de casos confirmados e mais de 74 mil mortes. Na cidade de São Paulo, os casos confirmados somam 619.397, além de 22.128 mortes.

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